SERTANEJOS, POLÍTICA E SHOWS PÚBLICOS: ATÉ ONDE VAI A LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

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A polêmica envolvendo possíveis cancelamentos de shows de artistas sertanejos no Nordeste, após manifestações de apoio político a Flávio Bolsonaro, traz à tona uma discussão que ultrapassa os palcos e alcança os terrenos da democracia, da liberdade de expressão e da utilização dos recursos públicos.

É natural que artistas tenham suas preferências políticas, assim como qualquer cidadão brasileiro. O problema começa quando essas manifestações passam a interferir nas relações profissionais, especialmente nas contratações realizadas por prefeituras e governos para festas populares.

Por um lado, gestores públicos precisam considerar o interesse coletivo, a receptividade do público e a responsabilidade na aplicação do dinheiro dos contribuintes. Por outro, a preferência partidária de um cantor, isoladamente, não deveria constituir critério para sua contratação ou exclusão de eventos oficiais.

Há ainda uma questão econômica que merece atenção. O Nordeste representa um mercado importante para a música sertaneja, movimentando cachês milionários, empresas produtoras, profissionais de eventos, comerciantes e trabalhadores que dependem diretamente dessas apresentações.

Os episódios mencionados em Recife e Fortaleza, envolvendo a dupla Jorge & Mateus, precisam ter suas circunstâncias e motivações devidamente esclarecidas antes de serem apresentados como casos comprovados de retaliação política.

Afinal, uma coisa é cancelar uma apresentação por razões administrativas, financeiras ou contratuais. Outra, bastante diferente, é utilizar a máquina pública para premiar ou punir artistas em razão de suas convicções ideológicas.

A pergunta que fica é: estamos diante de decisões legítimas de gestão cultural ou de uma perigosa mistura entre preferências partidárias e administração pública?

Em uma democracia, essa distinção merece ser examinada com seriedade, transparência e respeito ao pluralismo político. Afinal, o dinheiro público pertence à sociedade, não aos partidos, aos governantes ou aos artistas.

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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