PERDEU, PERDEU! QUEM ACHOU É SEU! E A DEMOCRACIA TEM QUE SER RESPEITADA!

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Sou daqueles que defendem uma máxima popular que não deixa margem para interpretações: perdeu, perdeu, quem achou é seu! E digo isso diante da postura de muitos bolsonaristas – e não dos direitistas em geral, diga-se de passagem – que parecem não conseguir digerir a derrota sofrida na última eleição presidencial.

Ora, minha gente, democracia é assim mesmo! Um dia se ganha, no outro se perde. O que não se pode admitir é que determinados segmentos políticos somente reconheçam a lisura das urnas quando os resultados lhes são favoráveis. Quando perdem, começam a procurar defeitos no processo eleitoral, como se a vontade soberana do povo tivesse obrigação de atender aos seus desejos.

E tem mais: não podemos esquecer que a presidência do Tribunal Superior Eleitoral é exercida por um ministro que chegou à Corte por indicação do então presidente Jair Bolsonaro. Portanto, não é razoável transformar a derrota eleitoral, por si só, em argumento para colocar sob suspeita a legitimidade do pleito.

Vejam que coisa interessante! Quando a direita saiu vitoriosa no primeiro turno, elegendo governadores, senadores e deputados federais, ninguém do PL apareceu contestando as urnas. Muito pelo contrário! Foi uma satisfação danada, uma alegria incontida, uma verdadeira celebração democrática. E quando Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula, aí foi aqueeeeela festa! Teve gente abrindo champanhotas, soltando foguetes e praticamente encomendando o terno para a posse presidencial.

Só esqueceram de um pequeno detalhe: eleição só termina quando o último voto é apurado!

Enquanto alguns bolsonaristas já se comportavam como vencedores, o Partido dos Trabalhadores e seus aliados resolveram arregaçar as mangas, colocar o bloco nas ruas e trabalhar para valer. Foram atrás dos eleitores que haviam se abstido no primeiro turno, buscando conquistar parte daquele universo de aproximadamente 30 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas.

E foi justamente aí que se viu a diferença entre comemorar antecipadamente e trabalhar politicamente até o último instante. Enquanto uns acreditavam que a vitória estava no papo, outros entenderam que eleição se ganha com mobilização, convencimento, organização e, sobretudo, votos.

Agora, depois da derrota, não adianta procurar culpados na lua, nas estrelas, no sol, nos planetas e até nos anjos do céu. É preciso reconhecer os próprios equívocos, respeitar a decisão da maioria e compreender que a democracia não pode ser considerada maravilhosa quando se ganha e imprestável quando se perde.

Ganhar com elegância é importante, mas perder com dignidade é indispensável!

Sendo assim, meus queridos, estamos para lá de conversados. Quem ganhou, ganhou! Quem perdeu, que se prepare melhor para a próxima disputa, porque a democracia brasileira não pode ficar refém do inconformismo dos maus perdedores.

Sorry, periferia política!!!!!

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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