

Por onde se anda, o comentário que rola é um só: a operação denominada Áletheia, que cumpre determinações relacionadas a uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio de sua estrutura de combate à corrupção, com apoio do NATI/MPCE e da Polícia Civil.
Um fato dessa dimensão, se acontecesse em tempos de calmaria política, já seria prato cheio para os opositores do jovem presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, vereador Felipe Vasques. Imaginem, então, em pleno período eleitoral, quando Vasques é candidatíssimo a deputado estadual, com amplas condições de sucesso nas urnas, além de exercer importante papel na articulação política da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Aí, como se diz popularmente, foi a sopa no mel para os adversários.
Mas existe um detalhe nessa história que está chamando a minha atenção: a ausência, até aqui, de um pronunciamento mais contundente de Ciro Gomes em solidariedade ao correligionário.
Pelo que tenho observado, pouco ou nada se ouviu do candidato a governador sobre o episódio. E considero que, diante da relação política existente entre os dois, seria natural que Ciro viesse a público manifestar seu posicionamento, sobretudo defendendo que Felipe tenha assegurados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência enquanto os fatos são devidamente apurados pelas autoridades competentes.
Uma investigação dessa natureza, independentemente de seu desfecho, pode produzir consequências políticas importantes para qualquer candidato em plena campanha eleitoral. E Felipe Vasques, que nunca tergiversou quando o assunto foi o seu apoio a Ciro Gomes e aos demais integrantes da chapa majoritária, certamente esperava encontrar agora a solidariedade política daqueles aos quais tem dedicado apoio.
Não falo somente de Ciro. Refiro-me também a nomes como Capitão Wagner, Alcides Fernandes, André Fernandes e Tasso Jereissati, lideranças do campo político ao qual Vasques está vinculado nesta eleição.
O que não considero adequado é tratar o episódio com desdém ou simplesmente fingir que nada aconteceu. Estamos diante de uma investigação séria, conduzida por instituições públicas, e justamente por isso o assunto precisa ser tratado com responsabilidade, equilíbrio e respeito ao devido processo legal.
Investigação não significa condenação. Caberá às autoridades esclarecer os fatos e, a Felipe Vasques, apresentar sua defesa. No campo político, entretanto, fica uma pergunta que não quer calar: onde estão os aliados neste momento?
Sendo assim, estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!!






