

Ei, pessoal! Ei, moçada! A campanha eleitoral só começa depois de amanhã, domingo, dia 16 de agosto, de acordo com o calendário eleitoral estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Daí que essa pesquisa, que ouriçou os apoiadores do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), retrata apenas uma realidade do momento. O que virá com o bater do martelo eleitoral é que realmente irá importar.
Quando o astuto e habilidoso presidente Lula referendou a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas, em detrimento de uma hipotética candidatura do senador Camilo Santana (PT), certamente o fez por enxergar nessa decisão condições políticas para uma vitória no pleito que só será definido em outubro.
Também não se pode ignorar que uma parcela expressiva do eleitorado cearense ainda não definiu seu voto. Portanto, muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte.
Os senadores Cid Gomes e Camilo Santana, além do presidente Lula, não dormem de touca. Devem ter lá suas mil e uma razões para deixar o veterano Ciro Gomes saracotear na atual campanha para, mais adiante, entrarem em campo com suas estratégias na tentativa de derrotar o opositor.
Ciro Gomes sabe disso. E sabe mais: já testemunhou situações em que uma realidade eleitoral aparentemente consolidada foi completamente desfeita ao longo da campanha.
Lembrem-se da eleição de 2010, quando Tasso Jereissati (PSDB) aparecia como favorito na disputa pelo Senado e acabou derrotado. Na reta decisiva daquela campanha, Lula desembarcou politicamente no Ceará e trabalhou pelo fortalecimento da candidatura de José Pimentel (PT). Cid Gomes e Ciro Gomes também passaram a defender o nome do petista, que terminou ultrapassando Jereissati nas urnas e lhe impondo uma rara derrota eleitoral.
Política é como dizia o saudoso ex-governador mineiro Magalhães Pinto: é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito; olha novamente e já mudou.
Sendo assim, reflitam. Em política, principalmente antes de a campanha ganhar definitivamente as ruas, o retrato de hoje pode estar bem distante daquele que sairá das urnas em outubro.
Sorry, periferia política!!!




