

A insistência do senador Cid Gomes (PSB) em não querer disputar a reeleição e colocar, em seu lugar, um candidato pouco apelativo, segundo um jornalista fortalezense amigo meu, não deveria ser motivo de preocupação para o senador Camilo Santana (PT), mas sim para o próprio Cid, que terá de se virar nos trinta para eleger o candidato de sua preferência: o atual deputado federal Júnior Mano, um político que, pelo que me consta, não possui lastro estadual para disputar uma eleição de tamanha envergadura.
Já vimos uma eleição no Ceará em que Camilo foi reeleito governador, Cid Gomes eleito senador e a outra vaga para o Senado ficou com o oposicionista Eduardo Girão, que desbancou Eunício Oliveira, então poderoso presidente do Congresso Nacional, e aliado de Camilo, Cid e Ciro Gomes(quando este fazia parte do poder).
Se Cid quer entregar de bandeja sua vaga no Senado para um candidato da oposição, que o faça por sua conta e risco, afirmou esse colega jornalista. “As consequências políticas ele terá de pagar sozinho, sem dividi-las com os demais correligionários”, previu.
Camilo, então, concentraria seus esforços na eleição de Luizianne Lins para o Senado e na reeleição do governador Elmano de Freitas. E ponto final.
A não ser que o ex-ministro da Educação esteja farejando alguma traição de Cid para com ele e os demais aliados. O que se comenta por aí — algo em que este colunista não acredita — é que Cid Gomes estaria plantando essa discórdia no campo situacionista para ajudar o irmão, Ciro Gomes, que é candidato da oposição ao Palácio da Abolição.
Sendo assim, o panorama muda completamente e a situação deve ser tratada de outra maneira.
Sorry, periferia política!!!




