

Logo após o encerramento da apuração da eleição presidencial do último domingo, este colunista tratou de telefonar para o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (PODEMOS), querendo saber como o alcaide romeiro havia recebido a vitória do presidente Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Pois não é que encontrei o homem numa tranquilidade dos deuses? Nada de lamentações, inconformismos ou chororô eleitoral. Para Glêdson, tudo absolutamente normal. Estava tudo muito bom, sim, estava tudo muito bem, bem!
E sabem por quê? Porque o prefeito juazeirense nunca escondeu suas restrições à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Não era o candidato de sua preferência e, portanto, sua derrota não representou nenhuma tragédia política para o gestor romeiro.
Na realidade, o entusiasmo eleitoral de Glêdson Bezerra estava mesmo era na disputa pelo Governo do Ceará, quando apoiou com satisfação a candidatura de Ciro Gomes (PSDB). Acreditava na vitória do ex-governador e, sobretudo, na sinceridade de seus propósitos para administrar novamente os destinos do nosso Estado.
Mas as urnas decidiram de outra maneira. Ciro não venceu, Flávio Bolsonaro também não, e a vida continua. Afinal, em democracia, quem ganha comemora, quem perde assimila o resultado e segue em frente. Simples assim!
O que chamou a atenção deste colunista foi justamente a serenidade de Glêdson Bezerra diante de um resultado eleitoral que contrariou parte de suas expectativas políticas. Nada de procurar culpados, inventar desculpas ou transformar derrotas nas urnas em intermináveis novelas de inconformismo.
Aliás, essa postura do prefeito de Juazeiro do Norte merece registro, pois demonstra que é perfeitamente possível defender uma candidatura, acreditar em determinado projeto político e, mesmo diante da derrota, respeitar soberanamente a decisão popular.
Como costumo dizer: perdeu, perdeu! Quem achou é seu, e estamos conversados!
E Glêdson Bezerra, pelo que pude perceber em nossa conversa, já virou essa página eleitoral sem maiores dramas. Afinal, tem uma cidade inteira para administrar e muitos compromissos pela frente.
Sorry, periferia política!!!!!






