

Camilo e Lula lideram as preferências do povo cearense, dai a importância dos dois na vitória do Elmano de Freitas, de Cid Gomes e Luizianne Lins
Disseram-me que pesquisas para consumo interno das campanhas apontam que o governamentável Elmano de Freitas (PT) está muito bem, obrigado, no Cariri. Também me contam que os índices de aprovação de Camilo Santana (PT) e do presidente Lula (PT), tanto na região como no nosso querido Crajubar, figurariam entre os mais expressivos do Ceará.
Se essas sondagens domésticas estiverem retratando fielmente o sentimento das urnas, o desafio de Elmano estaria principalmente em Fortaleza e na Região Metropolitana, onde precisaria intensificar sua campanha e melhorar seu desempenho.
E não custa lembrar que o próprio Elmano já reconheceu publicamente a importância estratégica da nossa região. Em março, durante passagem por Juazeiro do Norte, afirmou que o Cariri terá “um peso decisivo” nas eleições estaduais, ressaltando a força política da região, o tamanho de sua população e sua histórica capacidade de influenciar os rumos das disputas pelo Governo do Estado.
A declaração ganha ainda mais importância diante do atual cenário eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada na última semana colocou Ciro Gomes (PSDB) com 52% e Elmano com 33% das intenções de voto no Ceará. Outros levantamentos recentes também registram vantagem de Ciro na disputa estadual.
É justamente nos lugares onde Ciro aparece à frente de Elmano que, segundo relatos que chegam a este colunista, estaria ocorrendo com maior intensidade um fenômeno eleitoral curioso: o chamado voto Ciro/Lula — eleitor que manifesta preferência por Ciro para o Governo do Ceará e, ao mesmo tempo, por Lula para a Presidência da República.
Essa aparente contradição deverá se transformar em um dos principais campos de batalha da campanha. O grupo governista tende a explorar politicamente o fato de que Ciro conta, na disputa estadual, com o apoio de forças ligadas ao PL, partido de Flávio Bolsonaro. A aliança de setores do PL cearense com Ciro vem sendo defendida publicamente, embora o próprio tucano procure preservar distância política do bolsonarismo nacional.
Do outro lado, Ciro certamente tentará impedir que a eleição estadual seja reduzida a uma simples extensão da disputa presidencial, buscando preservar justamente essa parcela do eleitorado que pode votar nele para governador e em Lula para presidente.
Portanto, está desenhado um dos embates mais interessantes desta campanha: quem conseguirá convencer o eleitor cearense de que a escolha para o Palácio da Abolição deve — ou não — caminhar junto com a escolha para o Palácio do Planalto?
E, no meio dessa peleja toda, lá está novamente o nosso Cariri, cobiçado por todos e com jeito de quem poderá ter muito a dizer quando as urnas forem abertas.
Sorry, periferia política!!!!!







