

Nada mais natural que um prefeito eleito nas condições de André Barreto (PT), no Crato, aproveite a metade do mandato para promover ajustes na máquina administrativa, imprimindo à gestão sua própria identidade. Afinal, todo governante deseja uma engrenagem prefeitural afinada com seu estilo, suas prioridades e, sobretudo, seus projetos políticos.
E convenhamos: após quase dois anos de mandato, André tem motivos para comemorar. Na avaliação deste colunista, vem entregando resultados que superam expectativas, e o desempenho de seu grupo nas recentes eleições estaduais e presidenciais oferece uma boa medida de sua força política. É claro que houve uma conjuntura favorável, mas conjuntura nenhuma produz vitória expressiva sem protagonistas sintonizados com o eleitorado. E essa sintonia o alcaide cratense demonstrou possuir.
Portanto, os ajustes que pretende realizar não significam, necessariamente, rompimentos com este ou aquele integrante de seu campo político. Trata-se, antes de tudo, de consolidar sua autoridade administrativa, fortalecer alianças e preparar o terreno para 2028, quando deverá buscar a reeleição.
André Barreto sabe muito bem que disputar um segundo mandato pode ser menos complicado que conquistar o primeiro. Mas também sabe que favoritismo não é garantia de vitória. É preciso habilidade, discernimento político e, principalmente, capacidade de perceber quando determinadas peças da engrenagem precisam ser ajustadas.
Afinal, como ensina a sabedoria popular, camarão que dorme a onda leva. E André, pelo visto, não está disposto a cochilar justamente quando começa a desenhar seu futuro político.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!!!!






