

Vereador Julian de Cielo é novo presidente da Cãmara Municipal de Juazeiro do Norte
Eita! Estou recebendo mensagens e mais mensagens de leitores dando conta de mais um acerto deste colunista em seus prognósticos eleitorais. E, desta vez, não estamos falando das eleições tradicionais, decididas nas urnas eletrônicas, mas de uma disputa corporativa, travada nos bastidores do poder: a sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. E não é que acertei em cheio mais uma vez?
Na terça-feira passada, o Legislativo romeiro viveu um daqueles embates que dizem muito sobre os rumos da política municipal. De um lado, o vereador Capitão Vieira, personagem conhecido por sua passagem pela presidência da Casa, quando exerceu o poder com mão de ferro, adotando uma postura enérgica e contundente que deixou marcas na memória política da cidade.
Nesta nova peleja, Capitão Vieira não estava sozinho, não, senhor! Contava com o apoio de dois pesos-pesados da política juazeirense: o deputado federal Yury do Paredão e o deputado estadual Davi Macedo, ambos detentores de expressivo capital eleitoral na Terra do Padre Cícero e integrantes do campo político aliado ao presidente Lula e ao governador Elmano de Freitas.
Do outro lado surgiu o vereador Julian de Cielo, respaldado pelo atual presidente da Câmara, Felipe Vasques, que, numa articulação política das mais bem-sucedidas, contando também com o apoio do deputado federal Fernando Santana, conseguiu reunir nada menos que 14 dos 21 vereadores em torno da candidatura de Julian. Uma maioria esmagadora, dessas que não deixam muita margem para aventuras políticas.
Pois bem! Um dia antes da eleição, este colunista escreveu aqui, no CARIRIEISSO, que a maioria dos vereadores, em sintonia com o sentimento de renovação manifestado pela população juazeirense, não permitiria que a Câmara Municipal retroagisse a práticas de um passado incômodo, marcado por denúncias, questionamentos e desgastes que tanto comprometeram a imagem do Legislativo romeiro.
E deu no que deu!
A articulação vitoriosa demonstrou que, na política, não basta carregar nas costas o apoio de deputados campeões de votos. É preciso saber dialogar, construir consensos, respeitar os companheiros de Parlamento e, sobretudo, compreender que uma Câmara Municipal não pode funcionar como extensão dos interesses particulares de quem quer que seja.
Felipe Vasques sai fortalecido desse episódio, Julian de Cielo assume uma responsabilidade das maiores e Fernando Santana demonstra capacidade de articulação política. Já Yury do Paredão e Davi Macedo certamente terão motivos para reavaliar suas estratégias, pois a política, meus caros, não se faz apenas com votos conquistados nas urnas, mas também com habilidade para reunir forças e construir maiorias.
Agora, uma coisa precisa ficar bem clara: a vitória de uma chapa não representa, por si só, certificado de excelência administrativa ou de conduta ética. Caberá à nova Mesa Diretora demonstrar, na prática, compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e o zelo pelo dinheiro público.
É exatamente isso que a romeirada deseja: uma Câmara respeitada, atuante, independente e comprometida com os interesses maiores de Juazeiro do Norte.
Quanto a este colunista, fico satisfeito em constatar que a leitura antecipada dos movimentos políticos encontrou correspondência no resultado das articulações. Afinal, jornalismo político também exige observação, discernimento e capacidade de enxergar além das aparências.
E que ninguém perca de vista: essa eleição já sinaliza movimentações importantes para a sucessão municipal de 2028. Quem souber interpretar os recados poderá sair na frente. Quem não souber, que trate de aprender!
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Enquanto os cães ladram, a carruagem passa, e passa faceira!
Sorry, periferia política!!!!





