

Os bastidores da política cearense andam agitados e, no Podemos, o clima está longe de ser dos melhores.
Segundo relatos de quem participou, uma reunião recente do partido foi simplesmente desanimadora. Ambiente pesado, pouca empolgação e uma sensação geral de que o projeto não está convencendo nem quem está dentro. Tem liderança já fazendo conta e cogitando pular fora, principalmente pela falta de competitividade da sigla para 2026.
E não para por aí.
A chamada “debandada dos Bismarcks” teria aberto espaço para que o grupo do governador Elmano de Freitas assumisse o controle do partido, apostando no deputado federal Nelinho como nome principal para a disputa. O problema? Nos bastidores, muita gente já avalia que a missão de eleger Nelinho não é nada simples.
O reforço de nomes como Heitor Freire, além de figuras como Marcelo Tchela e Rafael Branco, não tem empolgado. A leitura interna é dura: falta densidade eleitoral para bater a legenda.
E aí entra o ponto que mais chamou atenção nos bastidores:
Enquanto Nelinho segue alinhado à base governista, seu pai aparece filiado ao PSDB, partido ligado ao grupo de Ciro Gomes.
Coincidência? Difícil acreditar.
Nos corredores, o comentário é direto: a família estaria com um pé em cada lado. Se o projeto no Podemos não decolar, já existiria um “plano B” pronto com o pai de Nelinho posicionado em outro campo político.
E tem mais.
Há quem diga que o verdadeiro objetivo do movimento no Podemos não é, necessariamente, eleger Nelinho, mas sim manter o partido distante da oposição, especialmente de nomes como Glêdson Bezerra.
Enquanto isso, a orientação interna de lançar candidatos “bucha” só aumenta a insatisfação.
Resumo da ópera: desconfiança, estratégia nebulosa e muita gente já olhando a porta de saída. Na política cearense, quando começa assim… dificilmente termina bem.








