

Olhem bem e prestem atenção: o deputado federal André Fernandes, na visão de seus críticos, enfrenta uma grande contradição política.
Como presidente estadual do PL no Ceará, André Fernandes tem sido alvo de questionamentos sobre a condução do partido. Durante a eleição municipal passada em Fortaleza, ele afirmou ter buscado uma união das forças de direita em torno de sua candidatura à Prefeitura. Segundo seu relato, procurou o Capitão Wagner e o senador Eduardo Girão antes das convenções partidárias, propondo que ambos desistissem de suas candidaturas para fortalecer um projeto único capaz de derrotar o então prefeito José Sarto e impedir a vitória da aliança formada por PT, PSB e demais partidos aliados.
A iniciativa, porém, não prosperou. Capitão Wagner e Eduardo Girão mantiveram suas pretensões eleitorais, e André Fernandes atribuiu parte de sua derrota à falta de unidade no campo conservador.
O que chama a atenção de muitos observadores é que, agora, o próprio André Fernandes estaria adotando uma postura semelhante àquela que antes criticava. Setores da direita cearense passaram a defender a candidatura do senador Eduardo Girão, considerado por seus apoiadores um nome mais qualificado para representar esse grupo político. Entretanto, em vez de apoiar essa construção, André Fernandes tem sido acusado por seus adversários internos de priorizar interesses particulares e familiares.
As críticas ganharam repercussão após manifestações públicas contrárias à estratégia adotada pelo PL cearense. Para esses críticos, a defesa da unidade da direita, tão enfatizada nas eleições municipais, teria sido abandonada quando deixou de coincidir com os interesses do próprio grupo político liderado por André Fernandes.
Diante desse cenário, a pergunta que muitos fazem é simples: se a união era tão importante ontem, por que deixou de ser prioridade agora?




