

Ciro Gomes quando estava por cima, não maltratou politicamente somente Capitão Wagner e André Fernandes, mas a Argemiro Sampaio e Glêdson Bezerra.
A candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), se tomarmos o Cariri como parâmetro, não terá qualquer condição de vida longa; não dará sequer para começar. De todas as cidades caririenses, somente no Triângulo Crajubar existem políticos locais tentando tocar a danada a qualquer custo, passando para a população uma falsa impressão de que Ciro vai muito bem, obrigado, em nossa região. Não vai. Quando se sai dos limites do Crajubar, o candidato que se diz oposicionista simplesmente não existe.
Oposição no Ceará só tem uma cara: a do senador Eduardo Girão, do partido NOVO, direitista convicto e bolsonarista de primeira grandeza.
O prefeito Roberto Pessoa sabe disso, pois não existe outra liderança política caririense com condições de ter um diagnóstico tão completo do que estou afirmando. Ciro não possui capilaridade política no Cariri. Existe apenas uma liderança importante em toda a região: o prefeito Glêdson Bezerra, que, pelo que sentimos, não anda muito interessado em assumir para si a tarefa de enfrentar o rolo compressor do governo por uma candidatura que, até pouco tempo atrás, estava por trás de toda a tramoia para lhe retirar do poder.
Sim, pois, quando começaram as articulações no sentido de cassar o prefeito romeiro, Ciro Gomes estava lá, dando seu completo aval. À época da tomada dos poderes políticos de Argemiro Sampaio, as impressões digitais ciristas também estão por lá. Daí este colunista resistir a acreditar que ambos tenham tanta sofreguidão por essa candidatura que se autointitula de oposição — oposição de Iraque, fabricada até o pescoço, isso sim.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!!!








