
PRIMEIRO ATO

Ontem à tarde conversando com um prócer político de Juazeiro do Norte este me falou três coisas que fiquei depois a imaginar aqui em meu bunker jornalístico: “Esse cara está com completa razão.” A primeira é relacionada ao mutismo que se encontram as lideranças políticas que “ainda” atuam dentro de Juazeiro do Norte e estão dentro do caderninho de adesões do candidato do Governo Estadual. Não falam nada, não palpitam em nada, um deles chegou a dizer que o silêncio fala mais alto nessas horas. E o que será isso? O meu interlocutor me falou que o motivo seria o candidato oficial não vir conseguindo se afirmar como liderança política junto ao povo romeiro e nem perante aos próprios aliados. E olha que o candidato já passou por certos momentos tortuosos desde que aceitou entrar nesta parada e ninguém veio em seu socorro.
SEGUNDO ATO

O segundo comentário deste meu amigo foi em relação às constantes ameaças advindas do quartel general do candidato de oposição a Glêdson Bezerra. Chegam a propalar sem mais delongas e em alto bom tom que aquele que se negar a apoiar este projeto não será mais bem vindo e bem visto pelos todos poderosos Elmano de Freitas, governador, e Camilo Santana, senador/ministro. Todos estão carecas de saber que liderança não se impõe se conquista. O último dos moicanos que anda resistindo a essas constantes ameaças atende pelo nome de “Davi Macedo”, deputado estadual que vem conseguindo se impor diante da sucessão municipal e por gozar de bom apoio popular se nega a aceitar a Lei do Chico do Brito.”(entendam, entendam…) São muitos os que encontro que se dizem impressionados com a capacidade de altivez deste jovem político. Sabe Davi que adesões à base de pressão, puxões de orelha ou benesses são o caminho para a desventura política e isso com certeza o filho do ex-prefeito Raimundão não vai arriscar em seu começo de carreira.
TERCEIRO ATO

A terceira é em relação ao loteamento do Palácio José Geraldo da Cruz que anda se falando por toda esquina de rua romeira. Fulano vai ficar com isso, beltrano com aquilo outro e isso antes de chegarem realmente ao poder. Enquanto isso o prefeito Glêdson Bezerra, alertou o meu velho amigo interlocutor, vem demonstrando lisura e cuidado extremo com a máquina pública, não se ouve um burburinho dando conta que a estrutura prefeitural está sendo utilizada como moeda de troca para conchavos, acordos políticos ou o que queiram dar a esse tipo de manobra. Isso é uma realidade incontestável e provoca indignação perante o povo. Mas diante dessa conversa que tive com o amigo que adora analisar os fatos políticos, sinto que essa aliança está sendo muito mal costurada e mais parecendo uma torre de Babel. Mas como costumava afirmar o saudoso líder político cratense Raimundo Bezerra: “Só o tempo dirá, pois o povo costuma observar todos os passos que os políticos dão num momento eleitoral para depois iniciar por conta própria as suas definições.” Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry periferia!!!!







