

A direita cearense, na surdina, comemorou pra chuchu o resultado da pesquisa Atlas/Bloomberg para presidente da República, que inseriu a candidatura de Ciro Gomes pelo PSDB. Fora do Ceará, o homem não decola: os brasileiros demonstraram que já não se encantam com esse seu blablablá, esse discurso repetitivo que não evolui, o que acabou por irritá-los a ponto de colocá-lo, nessa pesquisa, lá na rabeira.
O presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves, indicou que, no cenário nacional, Ciro aparece, em um dos cenários testados, na sétima posição, atrás de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Samara Martins (UP).

E Ciro sabe que seus dias de glória no Ceará também começam a se aproximar do grand finale. Vejam bem: há dias venho observando, com amigos entendidos da política cearense, o que aconteceu de anormal para que Ciro, de repente, passasse a ser venerado pelos cearenses. Observamos que, na última eleição para presidente da República, ele perdeu no Ceará até para Jair Bolsonaro. Nas eleições para o governo do estado, rompeu com o grupo político do qual fazia parte havia muito tempo, achou que era o “bambambam” do pedaço, caiu fora, recusou-se a votar na candidata natural do bloco, que era a então governadora Izolda Cela, puxou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e entraram na aventura de lançá-lo ao governo contra tudo e contra todos. Nos finalmentes, RC ficou na lanterninha, perdendo até para o Capitão Wagner.
Não conformado, quando as eleições municipais chegaram, resolveu apostar na reeleição do então prefeito José Sarto, em Fortaleza. Resultado: o pobre coitado ficou na chinela, amargando a última colocação.
Ciro Gomes também resolveu se envolver nas campanhas políticas de Sobral e do Crajubar. Perdeu feio em Sobral para o atual prefeito, Oscar Freire. No nosso Triângulo, seu discurso não agradou à plateia, que resolveu eleger André Barreto prefeito do Crato. Em Barbalha, a população preferiu conceder um novo mandato a Guilherme Saraiva, que obteve uma maioria estrondosa sobre o adversário. Em Juazeiro do Norte, onde também resolveu meter o bedelho — o que nem era necessário —, o prefeito Glêdson Bezerra, que tem trajetória política própria, venceu por mérito pessoal; sua vitória apoteótica deve ser creditada a ele, e a mais ninguém.

Pois bem, muitos dos que hoje o empurram para essa refrega eleitoral de 2026 o fazem por desconhecimento político da realidade do próprio Ciro Gomes (em declínio) ou estão tentando, de qualquer maneira, pegar um “biguzinho” em seu trem de carreira inconsequente, que poderá servir para atender aos sonhos de poder dessa direita que os patriotas cearenses — os direitistas de verdade — chamam de “direita melancia”.
Ciro aparece em 7º lugar em pesquisa nacional, e a pressão pelo Palácio da Abolição aumenta. A pesquisa frustrou o PSDB e pode empurrar Ciro para a disputa no Ceará. A pesquisa Atlas/Bloomberg para presidente da República, com o nome de Ciro Gomes — após o anúncio de Aécio Neves sobre uma possível candidatura do ex-ministro pelo PSDB —, não foi satisfatória para o ninho tucano. No cenário nacional, Ciro aparece, em um dos cenários testados, na sétima posição, atrás de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Samara Martins (UP).
Um minuto, por favor: o nome de Ciro não foi testado em segundo turno. O resultado desta pesquisa — e de outras que ainda sairão nesta semana — deve empurrar, de vez, Ciro Gomes para a disputa ao governo do Ceará, já que o cenário nacional não o absorve.
Fiquem atentos, porque, a qualquer momento, poderei estar por aqui novamente com mais novidades políticas para todos vocês.
Sorry, periferia política!





