MAIS DOIS DEPUTADOS FEDERAIS DO PL NO CEARÁ VÃO SER PUNIDOS POR VALDEMAR COSTA NETO

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Em acenos à base bolsonarista, Valdemar Costa Neto , presidente nacional do PL, anunciou que está consumada a expulsão da sigla do deputado federal Yury do Paredão (PL-CE), fotografado fazendo um gesto de apoio ao atual titular do Palácio do Planalto, e aplicou sanções a parlamentares alinhados ao petista. Os movimentos ocorreram dias após o PL desautorizar parlamentares próximos a Bolsonaro que buscam concorrer a prefeituras de capitais.

SUSPENSÃO – Em ofício ao qual O Globo teve acesso, o PL comunicou a suspensão de oito deputados de Norte e Nordeste de comissões na Câmara, por três meses, como punição por terem descumprido orientação partidária para votar contra a medida provisória (MP) que reorganizou ministérios.

Junior Mano e Matheus Noronha

Dois deles, Junior Mano e Matheus Noronha, são do Ceará. É o mesmo estado de Yury do Paredão, que além de votar a favor da MP, posou com ministros de Lula fazendo o sinal de “L”, mote da campanha do petista no ano passado. Completam a lista quatro deputados do Maranhão, Detinha, Josimar Maranhãozinho, Junior Lourenço e Pastor Gil, além de João Carlos Bacelar (BA) e Vinicius Gurgel (AP).

As reprimendas, contudo, têm impacto limitado. Maranhãozinho não integra nenhuma comissão. Já seus colegas faltaram, em junho, a pelo menos um terço das reuniões dos colegiados.

YURI ESCOLHE PARTIDO – A expulsão de Yury, por sua vez, abre caminho para que ele se filie a outro partido sem risco de perda de mandato.

Valdemar divulgou em suas redes sociais, na última quinta-feira, um encontro com Yury, em tom amistoso, e disse ter comunicado o parlamentar de sua expulsão “por não comungar dos ideais” do partido.

Interlocutores da cúpula do PL avaliam que Valdemar reforça seu alinhamento a Bolsonaro ao consultar o ex-presidente sobre as principais ações da sigla, mas também busca demarcar seu estilo.

HAVERÁ SANÇÕES – Braço-direito de Valdemar, o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), afirma que haverá sanções sempre que a orientação do partido não for respeitada, mas que não há intransigência:

— Internamente já foi discutido que em votações normais aceitamos, dentro de um limite, que alguns deputados apoiem o governo por terem outra realidade.

A movimentação do presidente do PL se intensificou após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixar Bolsonaro inelegível. O partido trabalha para ter o ex-presidente como cabo eleitoral e, ao mesmo tempo, busca opções competitivas nas urnas.

LIBEROU GERAL – Após a votação da Reforma Tributária, por exemplo, que sofreu oposição de Bolsonaro, Valdemar divulgou nota frisando que cada parlamentar “precisa votar no que for melhor” para seu reduto eleitoral, inclusive buscando emendas e obras do governo.

A posição do PL de liberar os deputados e exigir respeito a posições divergentes, ensejou um pedido de abertura de processo disciplinar contra um aliado de Bolsonaro, o coronel Alfredo Menezes, que chamou de “judas” o deputado federal Alberto Neto (PL-AM) por divergir de seu voto.

Menezes, que já recebeu sinalizações de apoio de Bolsonaro para concorrer à prefeitura de Manaus em 2024, trava uma queda de braço com Alfredo Nascimento (PL), ex-ministro do governo Dilma Rousseff.

ABRIU PROCESSO – Aliado de longa data de Valdemar, Nascimento ensaia lançar Neto na capital do Amazonas. Em ofício assinado por Valdemar na semana passada, o PL orientou o diretório de Manaus, presidido por Neto, a “imediata instauração” de processo contra Menezes para apurar “excessos que atinjam a honra de outro filiado”.

Valdemar também divergiu do bolsonarismo na construção de candidaturas em outras capitais. Em João Pessoa, privilegiou a articulação de outro aliado, o deputado Wellington Roberto (PL-PB), que deseja lançar o ex-ministro Marcelo Queiroga à prefeitura.

Já a base bolsonarista, encabeçada pelo também deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), se rebelou e tenta convencer Bolsonaro de que há nomes mais competitivos. Com aval de Valdemar, a mulher do ex-ministro, Simone Queiroga, assumiu no último sábado a divisão feminina do PL na Paraíba, acirrando o racha local. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compareceu ao evento como líder nacional do PL Mulher, marcou uma agenda à parte com o grupo de Cabo Gilberto.


NOTA DA REDAÇÃO DO
SITE– Há problemas graves em muitos outros Estados, porque o PL na verdade não é um partido político. Trata-se apenas de um ajuntamento de candidatos, que apoiavam Bolsonaro na eleição passada, visando a se beneficiar com a transferência de votos em 2022, o que realmente aconteceu. Essa acomodação já era esperada, depois de Bolsonaro perder o segundo turno. Nada de novo no front ocidental. 

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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