

Hoje passei boa parte da tarde em Juazeiro do Norte, envolvido em encontros e resolvendo assuntos de meu próprio interesse. Bastou circular um pouco pelas terras romeiras para sentir “a força da grana que ergue e destrói coisas belas, da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas” — royalties para o genial Caetano Veloso.
Brincadeirinha, gente boa!
É que, por onde passei, o que mais vi foram bandeirolas do deputado federal Yury do Paredão espalhadas por tudo quanto é canto de Juazeiro do Norte.
— E os outros? — perguntei a algumas pessoas.
A resposta veio rápida e espirituosa:
— Os outros são os outros e só!
A cena, porém, me levou a uma reflexão: fazer política no Brasil está se tornando cada vez mais uma atividade para quem dispõe de muito dinheiro. Virou quase coisa de magnata. Houve um tempo em que ainda se via candidato chegando lá praticamente sem recursos, sustentado pelo gogó afiado, pela sola do sapato, pela capacidade de convencer e pelo contato direto com o eleitor.
Hoje, uma campanha de grande estrutura alcança dimensões que o cidadão comum sequer se atreve a imaginar. É bandeira daqui, bandeirola dali, equipe acolá, carros, material publicitário e uma engrenagem enorme funcionando para fazer o nome do candidato chegar aos quatro cantos.
É a tal força da grana se fazendo notar.
Mas vida que segue. Eu continuo no meu caminho, procurando bem informar os meus leitores, esclarecendo fatos, registrando os movimentos da política e oferecendo elementos para que cada cidadão chegue ao dia da eleição com informação e discernimento suficientes para fazer a sua própria escolha.
Porque, no fim das contas, enquanto os cães ladram, a caravana passa.
Sorry, periferia!!!!





