

Vendo os temores de Capitão Wagner e do ex-prefeito Roberto Cláudio em assumir candidaturas duvidosas ao Senado da República; vendo um Ciro Gomes titubeante em se declarar candidato a governador do Estado do Ceará; vendo o governador Elmano de Freitas alcançar 60% de aprovação, segundo pesquisa divulgada pelo O POVO, em parceria com o Datafolha, nesta segunda-feira, 23 de março — resultado que reforça o bom momento da gestão estadual e aponta espaço para crescimento ainda maior nos índices de popularidade; vendo a União Progressista no Ceará, em sua unanimidade, querer apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas, sendo somente Capitão Wagner defensor de levar o partido para a oposição; não vendo nenhuma liderança estadual aderir à hipotética candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado; vendo o congestionamento de candidaturas ao Senado tanto pelo campo da situação quanto pela oposição, sendo que, nesta última, há apenas uma abertamente disposta, a do fraco deputado estadual Alcides Fernandes; vendo a direita se dividir entre Ciro e o senador Girão, conclui-se que o pessoal da oposição está desesperado, buscando fatos inverídicos para dar sustentação à titubeante candidatura governamental de Ciro Ferreira Gomes, que sabe muito bem onde o sapato aperta.

Ciro, como exímio conhecedor das eleições cearenses, sabe muito bem que não pode incorrer nos mesmos erros de Capitão Wagner e Roberto Cláudio, que, nas eleições majoritárias de que participaram, demonstraram ser bons na largada e péssimos na chegada. Um exemplo foi a eleição estadual passada, na qual ambos apresentaram bons números de aceitação, mas terminaram na lanterninha, perdendo para um então desconhecido Elmano de Freitas, que venceu a disputa já no primeiro turno.

A inquietude é tamanha no seio da oposição que seus integrantes divulgam dados de pesquisas destacando apenas aquilo que lhes favorece, quando deveriam também apresentar os indicadores que projetam Elmano de Freitas ao topo, especialmente quando seu nome é associado aos de Cid Gomes e Camilo Santana. Tampouco mostram que, quando o nome de Elmano é vinculado ao do presidente Lula, seus índices alcançam patamares ainda mais elevados.
Que pessoas menos esclarecidas se deixem enganar, tudo bem, é admissível; mas que empresários, ex-políticos e profissionais liberais o façam torna-se algo incompreensível e inadmissível. Sendo assim, estamos mais do que conversados. Sorry, periferia política!








