
O jornal Estado de S. Paulo publicou editorial em que classifica o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como um dos principais símbolos da degradação política no Congresso Nacional, após a rejeição inédita da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No texto, o jornal descreve Alcolumbre como expressão de uma política de bastidores marcada por interesses pessoais, barganhas e oportunismo, responsável por transformar uma prerrogativa institucional — a análise de indicações ao STF — em instrumento de disputa de poder contra o governo do presidente Lula.
A rejeição de Messias, a primeira em mais de um século, foi construída por uma articulação heterogênea que reuniu bolsonaristas, setores da bancada evangélica e parlamentares insatisfeitos com o Supremo. Ainda assim, segundo o editorial, o fator decisivo foi a atuação direta de Alcolumbre, que teria conduzido o processo para impor uma derrota política ao Planalto.
Uso político do Senado expõe distorções institucionais
O editorial é contundente ao afirmar que Alcolumbre não liderou qualquer movimento em defesa de princípios institucionais ou critérios técnicos. Pelo contrário, sua atuação é descrita como típica de uma política “pequena”, voltada à acumulação de poder pessoal.
Segundo o jornal, o presidente do Senado retardou deliberadamente o processo de análise da indicação, esfriou o ambiente político e criou as condições para o desgaste do nome de Jorge Messias, transformando a sabatina em palco de pressões e disputas paralelas.




