

Essa turma do PT não brinca em serviço. Corre no sangue impuro deles o vírus da antidemocracia. Na época em que Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso e outros líderes esquerdistas enfrentaram os militares e iniciaram o movimento denominado “Diretas já”, um movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil ocorrido em 1983-1984, desembocando na possibilidade de eleições diretas para a Presidência da República no Brasil que se concretizaria com a votação da proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional, Lula no início relutou em participar, mas quando viu o povo nas ruas apoiando a ideia, mudou de opinião e oportunisticamente aderiu ao movimento.
Como os militares engrossaram o pescoço e caíram em campo, apesar do apoio popular ao movimento, a proposta de Emenda Constitucional foi rejeitada pela Câmara dos Deputados no dia 25 de abril de 1984. Por se tratar de uma emenda constitucional, era necessário votos favoráveis de dois terços da Casa (320 deputados) para que seguisse ao Senado.
Sendo assim, o movimento “Diretas Já” resolveu participar da eleição presidencial indireta, através do Colégio Eleitoral, indicando Tancredo Neves candidato em oposição a Paulo Maluf que não era do agrado da maioria dos militares, resultando na vitória do velho Tancredo. Sabem o que o Lula aprontou? Mesmo sabendo que todo mundo que já vinha lutando contra o regime militar, todo mundo brigando pelas Diretas Já, o metalúrgico virou as costas à candidatura do Tancredo Neves e não compareceu. Foi mais além, orientou o Diretório Nacional do PT a proibir seus congressistas de votar em Tancredo. Essa decisão do comando petista acabou sendo desrespeitada por 3 dos 8 deputados da sigla à época, que decidiram votar em Tancredo: Airton Soares, Bete Mendes e José Eudes. Os 3 foram expulsos do PT por causa dessa atitude.
MAIS UMA VEZ A PRÁTICA DA ANTIDEMOCRACIA

Agora os aliados de Lula, do governador Elmano de Freitas e do senador/ministro Camilo Santana estão se alinhando na Assembleia Legislativa. O deputado Guilherme Bismark sugeriu esta semana que os atuais mandatos de prefeito, vice-prefeito e vereadores sejam espichados para coincidirem as eleições para prefeitos, governadores, deputados, senadores, vereadores e
presidente da República -tudo de uma só vez. Segundo ele, além de organizar as gestões, uma
medida assim ainda representaria economia financeira.
Isso é conversa mole para boi dormir deputado, numa democracia se o cara foi eleito para uma mandato de quatro anos que assim seja, espichar mandatos já dizia Ulisses Guimarães é atacar criminosamente a democracia. Em último caso é aceitável uma lambança dessas, através de um plebiscito popular e não num plenário de uma Assembleia Legislativa ou os da Câmara federal e do Senado. O povo votou nas eleições passadas para mandatos de quatro anos, querer esticar somente com o seu aval e em sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry periferia!!!!!







