

Ontem, sexta-feira, fui informado por um conhecido residente em Juazeiro do Norte – empresário que solicitou ter sua identidade preservada – de que contratou os serviços de um advogado para auxiliá-lo no envio de uma denúncia aos órgãos do Governo Federal responsáveis pela fiscalização e contenção de abusos por parte dos proprietários de postos de combustíveis aqui no Cariri, que estariam praticando preços abusivos nas bombas.
“A Petrobras não realizou nenhum aumento nos preços dos combustíveis, e esses estabelecimentos estão reajustando os valores diariamente. Nós, que possuímos frotas de veículos para dar suporte às nossas empresas, estamos assistindo a uma escalada de preços que está comprometendo parte dos nossos lucros. Não bastasse o alto volume de impostos que já pagamos aos governos municipal, estadual e federal, ainda temos que suportar essa situação — isso é dose para elefante”, desabafou o empresário.
O referido empresário relatou ainda que registrou, por meio de fotografias, os valores exibidos nas placas de cada posto – antes, durante e após o início do conflito entre Estados Unidos/Israel e Irã. Além disso, reuniu matérias jornalísticas que demonstram que, mesmo sem qualquer reajuste por parte da Petrobras e com estoques adquiridos anteriormente ao início do conflito internacional, os postos já estavam praticando preços elevados.
“Como o Governo Federal já iniciou uma operação de fiscalização, com aplicação de multas que variam de R$ 50 mil a R$ 500 milhões por práticas abusivas no setor de combustíveis, decidi contribuir para que essas iniciativas cheguem com mais rapidez à nossa região”, argumentou o empresário caririense.






