ELEIÇÃO NO CEARÁ CAMINHA PARA SER DECIDIDA NO 1º TURNO COM ELMANO REELEITO

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Aconselhável que os irmãos Ferreira Gomes fiquem atentos ao que poderá acontecer daqui para frente em relação ao irmão Ciro Gomes. O ex-governador já deve ter informações de que a sua candidatura ao Governo do Ceará não empolga como no começo das conversas, quando se buscava saber se ele realmente tinha ou não cancha para entrar na disputa deste ano de 2026.

Muitos o avisaram. Até o seu irmão, Cid Gomes, tentou uma reaproximação e chegou a sugerir que Ciro voltasse os olhos para a eleição nacional, onde, em seu ponto de vista, poderia haver espaço para empolgar uma parcela do eleitorado e, quem sabe, construir uma terceira via no Brasil.

Mas Ciro, com aquele seu jeito soberano de ser, não deu ouvidos aos conselhos e resolveu buscar alianças justamente com antigos adversários, aproximando-se de setores da direita e do bolsonarismo. O problema é que essa movimentação não conseguiu empolgar nem mesmo boa parte dos eleitores que tradicionalmente estiveram ao seu lado.

Juntou-se também a políticos que, na minha avaliação, não tiveram a clarividência necessária para perceber as enormes contradições dessa aliança. Como uma composição desse tipo pode funcionar eleitoralmente se seus integrantes procuram esconder sua vinculação com Flávio Bolsonaro e, ao mesmo tempo, tentam passar para uma parcela do eleitorado a impressão de que Ciro Gomes seria uma espécie de candidato próximo de Lula?

Ora, ou uma coisa ou outra.

Tentam se afastar da imagem de bolsonaristas quando isso lhes convém e, em outros momentos, insinuam uma proximidade com o lulismo. A política, por mais bagunçada que esteja e por mais invadida que seja pelo oportunismo, possui uma característica interessante: chega uma hora em que as contradições aparecem. Não se pode acender uma vela a Deus e outra ao diabo.

E existe ainda outro componente nessa história.

Ciro Gomes não está acostumado a experimentar derrotas eleitorais de seu grupo aqui no Ceará. Desde a era Tasso Jereissati, passando pelos governos de Cid Gomes e Camilo Santana, o filho dos saudosos José Euclides e dona Mazé conviveu durante décadas com um campo político extremamente vitorioso nas disputas estaduais.

Na eleição cearense passada, quem carregou o peso de enfrentar a disputa pelo Palácio da Abolição foi Roberto Cláudio — e se deu mal. Ciro, de certa maneira, conseguiu se manter distante do desgaste daquela derrota. Talvez daí tenha surgido parte da empolgação para que, desta vez, ele próprio entrasse no combate.

Pode ter imaginado que chegaria, venceria e, como se diz popularmente, “lavaria a égua”. Afinal, muitos de seus novos aliados parecem desconhecer a força política e institucional que representa comandar um Estado como o Ceará. Ciro governador seria, naturalmente, o grande centro de gravidade desse agrupamento. Iria casar e batizar.

Só que, na minha avaliação, pensou errado.

E anotem aí, por favor, o meu prognóstico: Ciro Gomes vai perder a eleição para o Governo do Ceará, e acredito que a disputa será encerrada ainda no primeiro turno, com mais uma vitória do grupo político formado em torno de Elmano de Freitas, Cid Gomes, Camilo Santana e Luizianne Lins.

É previsão. É análise política. E eleição, como todos sabemos, somente termina quando o último voto é contado.

E assim me despeço com mais uma análise da eleição cearense de 2026.

Sorry, periferia política!!!!

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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