

Carlos Lacerda inspira Ciro Gomes e isso foi o fim para Ciro Gomes
Muitos que conversam comigo sobre política costumam ouvir de mim que sempre notei no político Ciro Gomes uma enorme propulsão para imitar, em sua verborragia, o antigo político Carlos Lacerda. Esse misto de político e jornalista possuía uma verborragia que não podemos chamar apenas de acalorada, mas de incendiária, capaz de provocar catástrofes ao buscar macular a imagem de seus adversários com difamações políticas e pessoais.
Assim como Carlos Lacerda elegeu o antigo e saudoso líder trabalhista Getúlio Vargas como seu opositor “preferido” em nível nacional, no cenário carioca escolheu Sette Câmara, Raphael de Almeida Magalhães, Negrão de Lima e Chagas Freitas.
O nível dos ataques de Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas chegou a um patamar insuportável, incitando simpatizantes de suas teses e, ao mesmo tempo, criando um clima de tensão entre os adeptos do então presidente. Foi nesse contexto que ocorreu o atentado da Rua Tonelero, um ataque violento que resultou na morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz, além dos ferimentos sofridos pelo guarda municipal Sálvio Romeiro e pelo próprio Carlos Lacerda.
O atentado ocorreu na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, em frente à residência de Carlos Lacerda. O episódio tornou-se um marco na derrocada política de Getúlio Vargas. O ataque contribuiu para o suicídio do presidente, mas também teve consequências lastimáveis para a trajetória política de Lacerda.
Após a morte de Getúlio Vargas, Lacerda voltou a infernizar a vida do também presidente Jânio Quadros, que terminou renunciando ao cargo. Foi um político que passou a vida furdunçando a trajetória dos adversários, caluniando e provocando desgraceiras políticas. Vale destacar que o maior sonho desse desarvorado político era chegar à Presidência da República, algo que jamais conseguiu.

O mesmo estaria acontecendo com Ciro Gomes, que tentou, por várias vezes, chegar ao comando do Palácio do Planalto, mas todas as tentativas foram infrutíferas em razão de seu temperamento lacerdista, incendiário e provocador de divisões. Assim como Lacerda, que chegou a apoiar a Golpe de Estado no Brasil em 1964 numa última tentativa de se eleger presidente do Brasil, Ciro Gomes aliou-se ao PT e a Luiz Inácio Lula da Silva na esperança de receber do maior líder da esquerda nacional contemporânea o apoio necessário para concretizar seu maior sonho político.
Ao perceber que esse sonho de verão havia terminado, voltou-se agora para a política estadual e está na iminência de provocar uma tremenda catástrofe ao adotar uma postura política agressiva, marcada por ataques aos adversários, provocações e estímulos à polarização entre os eleitores. Que Camilo Santana, Cid Gomes e Elmano de Freitas tenham a sapiência de não enveredar por esse caminho violento e que Ciro Gomes esteja caminhando para sua última aventura política em nosso estado e, quiçá, no Brasil.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!






