

“O forró daqui é melhor que o teu, o sanfoneiro é muito melhor… Masna entrada está escrito que é proibido cochilar”
Conversando ontem à tarde com um amigo entendido dessas questões de política, quis saber dele se não achava o senador Camilo Santana — que hoje se tornou extremamente astuto na política — um tanto calado, mais reservado, enquanto o ex-governador Ciro Gomes espalha brasa pelos quatro cantos do Ceará.
Ele me disse: “Lembre-se de que, na eleição estadual passada, Ciro Gomes fez esse mesmo escarcéu, usou e abusou da paciência política dos aliados, rompeu com eles e candidatou, a seu bel-prazer, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Quando o período eleitoral chegou, a fanfarronice foi perdendo consistência, e daí o homem viu seu candidato amargar a terceira colocação, ficando na lanterninha da disputa.
Para os neoaliados de hoje, que não conhecem a fundo o festival teatral bufo que o irmão mais velho de Cid Gomes costuma promover, tudo é encanto; até no lamaçal esse sururu parece mais gostoso. Mas, para aqueles que já conviveram com ele por muito tempo, sabe-se que chega um momento em que essa peça teatral enjoa, cai na mesmice, o repertório se torna repetitivo e, então, começa o seu festival a desmoronar.
Assim foi em todas as suas eleições desde quando resolveu se aventurar nacionalmente. De lá para cá, é só definhamento.
Camilo Santana, Elmano de Freitas, Cid Gomes, Domingos Filho, José Nobre Guimarães, Eudoro Santana e Eunício Oliveira, que comandam os partidos mais robustos e prestigiados do Ceará, ainda não sentaram para conversar. Está chegando a hora dessa conversa, mas, pelo que vejo, ainda vão deixar o senador Cid Gomes manter um encontro com o ex-senador Tasso Jereissati para ver se evitam que o seu irmão sofra mais uma tremenda decepção.
Cid observa o irmão, Ciro Gomes, rodeado de políticos aproveitadores, que só querem mesmo saber de resolver suas próprias vidas e as da gente que os acompanha nessa jornada de tirar proveito das situações. Só pensam em si e em seus interesses mais egoístas; o resto que se ‘exploda’, feito bomba “H.”
O que é que há, gente boa? Desculpem-me, periferia política!!!!!”







