

O prefeito do Crato, André Barreto (PT), em conversa com este colunista, em seu gabinete no Palácio Alexandre Arraes, afirmou que, para ele, uma eventual vitória do governador Elmano de Freitas e dos candidatos ao Senado Cid Gomes e Luizianne Lins não representaria nenhuma novidade. Afinal, segundo o prefeito, essa é uma convicção que ele vem manifestando publicamente há algum tempo.
Disse-lhe também que nunca duvidei desse prognóstico. Além de me apoiar no histórico das eleições cearenses, considero que o Governo Elmano desfruta de boa avaliação entre os cearenses e que sua imagem mantém forte presença junto a uma parcela expressiva da população. Não percebo, neste momento, aquele sentimento generalizado de mudança. As imagens de Camilo Santana, Cid Gomes e, mais recentemente, de Elmano de Freitas ainda pulsam com força no coração de muita gente bacana do nosso Ceará.
Além do mais, a figura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), na minha avaliação, encontra dificuldades para encarnar uma oposição na verdadeira acepção da palavra. Até bem pouco tempo, Ciro distribuía elogios a Camilo e a Cid, ao mesmo tempo em que fazia duras críticas a Capitão Wagner e André Fernandes. Também protagonizou embates contundentes com Jair Bolsonaro e outros integrantes de sua família, episódios amplamente registrados no debate público e nas redes sociais.
É justamente essa trajetória de aproximações, rompimentos e confrontos que alimenta as críticas feitas ao estilo político de Ciro Gomes. Seus adversários o acusam de personalismo, temperamento explosivo e de conduzir o debate político em tom excessivamente beligerante. Como esta coluna não foge da boa peleja política, mas também sabe que as urnas são soberanas, melhor mesmo é dar tempo ao tempo. Afinal, será o eleitor cearense quem dará a palavra final sobre o futuro político do Estado.
O mais, ora, o mais… estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!!





