
Dizem os mais virtuosos que um político deve ter grandeza suficiente para reconhecer o papel da oposição — inclusive quando ela critica. Recordo-me de ouvir do prefeito Glêdson Bezerra que já chegou a agradecer pessoalmente a um opositor por suas críticas ao seu modo de administrar Juazeiro do Norte(afinal, por ele ficava por dentro das coisas que não andavam um tanto certas, tá ligado?) – e, em contrapartida, recebeu o reconhecimento por sua obra de gestão. O cara teve a grandeza de reconhecer sua capacidade de gestão da coisa pública.
Esse é um exemplo de maturidade política que precisa ser assimilado também aqui no Crato. A oposição ao prefeito André Barreto precisa compreender algo básico: ele venceu a eleição porque o povo assim decidiu.
Fazer oposição é legítimo — e necessário. Mas acordar todos os dias apenas para buscar defeitos, ignorando qualquer avanço, deixa de ser crítica construtiva e passa a ser um desserviço à cidade e à população. É preciso reconhecer também o que dá certo.
Como já disse o ex-governador Ciro Gomes, “toda unanimidade é burra”. Mas o oposto — enxergar apenas falhas — também empobrece o debate público.
A gestão de André Barreto começa agora a entrar em um momento decisivo: o tempo das entregas. Um exemplo claro é a reforma dos Museus Históricos J. de Figueiredo Filho e de Artes Vicente Leite. Após um ano de revitalização, esses importantes equipamentos culturais serão reabertos ao público, reafirmando seu papel na preservação da memória e da identidade do povo cratense.
A reinauguração está marcada para o dia 27 de março, às 19h, e deve contar com a presença do governador Elmano de Freitas — um momento simbólico para a cultura local.
E não para por aí. Estão previstas importantes entregas: a reabertura do Mercado Central da rua Nelson Alencar, a reforma do Espaço Cultural da REFFSA, a reestruturação do Canal do Rio Granjeiro — obra essencial para conter inundações — além de novos viadutos, escolas, creches, postos de saúde e o início do novo Terminal Rodoviário.
Basta circular pela cidade para perceber: o Crato vive um intenso momento de obras. Ruas e avenidas interditadas são sinais visíveis de uma gestão em movimento.
Diante disso, o debate político precisa amadurecer. Criticar, sim — mas com responsabilidade e equilíbrio. Porque, no fim das contas, quem ganha (ou perde) com esse comportamento é a própria cidade.






