

SERGIO MACHADO

Apesar de leis federais e campanhas pontuais, o Ceará segue falhando em garantir acessibilidade. O que deveria ser um direito básico ainda é um desafio diário para milhares de cearenses com deficiência — fruto de negligência, descaso e falta de políticas efetivas.
Acessibilidade não se resume a rampas e elevadores. É garantir acesso pleno a espaços públicos, mobilidade, cultura, educação e trabalho. No entanto, o que se vê, especialmente no interior, são calçadas intransitáveis, transporte sem adaptação, prédios públicos despreparados e ausência de sinalização.
Eventos, serviços e espaços continuam ignorando as necessidades dessa população, que permanece invisível na prática. A mudança exige mais que ações pontuais — é preciso um compromisso permanente, envolvendo governo, sociedade e empresas.
Acessibilidade não é favor. É direito. É respeito. E uma sociedade só é justa quando inclui a todos.






