

Não é querendo posar de oráculo dos resultados eleitorais, muito menos de dono de alguma bola de cristal, mas confesso aos meus estimados leitores que venho me dedicando, e muito, à tarefa de analisar, em suas mais diversas nuances, determinadas disputas eleitorais que considero importantes e significativas não apenas para o nosso Crajubar, mas também para o Ceará e para o Brasil.
E olhem que não se trata de uma tarefa das mais fáceis, não, senhor! Para chegar a determinadas conclusões, é preciso estudar o histórico de eleições anteriores, acompanhar atentamente os movimentos políticos da atualidade, observar o comportamento do eleitorado, avaliar alianças, identificar tendências e, sobretudo, conversar com gente que também entende dos meandros dessa fascinante e imprevisível atividade chamada política.
Pois muito bem! Nas eleições municipais de 2024, fui um dos primeiros a afirmar, categoricamente, que a parada no Crato estava ganha para André Barreto (PT). E não deu outra! Está aí o homem sentado na cadeira de prefeito, realizando uma administração que, na minha avaliação, vem correspondendo até além das expectativas de boa parte da população cratense.
Em Barbalha, também cantei a pedra antecipadamente: o médico Guilherme Saraiva (PT) seria reeleito prefeito. Dito e feito! O homem ganhou a disputa e continua comandando os destinos da Terra dos Verdes Canaviais.
Agora, meus queridos, o que aconteceu nesta eleição de 2026 foi demais da conta!
No próprio domingo da votação, por volta das 16 horas, quando sequer havia começado a apuração dos votos, telefonei para o prefeito do Crato, André Barreto, e lhe comuniquei, com absoluta convicção, que o governador Elmano de Freitas (PT) estava reeleito. André, que não me deixa mentir, ficou surpreso e imediatamente quis saber de onde eu havia tirado aquela informação tão antecipada.
Expliquei-lhe os fundamentos da minha avaliação, os elementos que havia reunido e as razões pelas quais estava convencido daquela vitória. Ele sabe muito bem do que estou falando. Pois não é que, abertas as urnas, lá estava Elmano de Freitas consagrado pelas urnas para mais quatro anos à frente do Governo do Ceará?
E a eleição presidencial? Ah, meus amigos, essa foi outra história digna de registro!
Enquanto muita gente já dava como favas contadas a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), este colunista, depois de avaliar cuidadosamente o cenário nacional, chegou à conclusão de que o presidente Lula (PT) seria o vencedor daquela disputa.
Mais uma vez telefonei para André Barreto, desta feita na véspera da eleição, conversei com alguns amigos e também deixei registrada aqui neste espaço a minha previsão. Resultado? Lula venceu e confirmou aquilo que eu vinha sustentando, contrariando as expectativas daqueles que já comemoravam antecipadamente a vitória do candidato bolsonarista.
Mas quero deixar uma coisa muito clara: não estou aqui querendo me apresentar como infalível, porque política não é ciência exata e quem se aventura a fazer prognósticos eleitorais precisa ter humildade suficiente para reconhecer que também pode errar. Aliás, quem nunca errou uma previsão política que atire a primeira pedra!
O que procuro demonstrar é que uma análise política consistente não pode se limitar a paixões partidárias, simpatias pessoais ou conversas de esquina. É necessário observar os fatos, interpretar os números, compreender os sentimentos do eleitorado e, principalmente, saber distinguir aquilo que gostaríamos que acontecesse daquilo que efetivamente poderá acontecer.
Essa, meus queridos, é a grande diferença entre torcer por um candidato e analisar uma eleição!
E vou continuar estudando, pesquisando, ouvindo, observando e procurando aperfeiçoar cada vez mais esse exercício que tanto me fascina. Afinal, depois de tantos anos acompanhando os bastidores da política caririense, cearense e brasileira, seria um desperdício não aproveitar a experiência acumulada para tentar decifrar os caminhos que as urnas poderão revelar.
Se vou continuar acertando? Só Deus e o eleitorado sabem! Mas uma coisa lhes asseguro: não será por falta de dedicação, informação e disposição para mergulhar de cabeça nesse universo apaixonante da política.
E cá para nós: acertar uma eleição antes mesmo de abrirem as urnas dá uma satisfação danada, não dá?
Sendo assim, enquanto uns fazem torcida organizada, este colunista prefere estudar o jogo, conhecer os jogadores e tentar antecipar o placar.
Sorry, periferia política!!!!!







