

Vou te contar, minha gente, para a oposição cratense, que nas eleições municipais de 2024 quase conseguiu conquistar o comando da Prefeitura do Crato, os resultados das eleições de 2026 vieram para tirar o sono de qualquer pessoa minimamente entendida dos meandros da política. E não é para menos, pois os números saídos das urnas foram daqueles de deixar muita gente de queixo caído.
Vejam só: o presidente Lula (PT) venceu no Crato ainda no primeiro turno, conquistando mais de 63% dos votos válidos. Já no segundo turno, alcançou a incrível marca de 81,80% da votação, o equivalente a 68.123 sufrágios. Arre égua, minha gente, isso não é uma vitória qualquer, é uma demonstração de força eleitoral que merece ser analisada com bastante atenção!
E não ficou somente na disputa presidencial. Na eleição proporcional, os candidatos apoiados pela base situacionista também deram um verdadeiro show nas urnas cratenses. Os campeões de votos para a Assembleia Legislativa do Ceará e para a Câmara Federal foram, respectivamente, José Ailton Brasil e Yury do Paredão. O primeiro, prata da casa, político bastante conhecido dos cratenses. O segundo, com sua principal base eleitoral fincada na vizinha Juazeiro do Norte.
E foi justamente aí que aconteceu um dos fatos mais surpreendentes dessa eleição. Como explicar que Aloísio Brasil (União Brasil), que em 2024 quase derrotou o atual prefeito André Barreto (PT), tenha sido superado nas urnas por um candidato cuja principal identificação política e eleitoral está em outro município? Pois é, minha gente, são essas coisas que fazem da política uma atividade tão fascinante, imprevisível e, muitas vezes, cruel com aqueles que se consideram donos de determinados espaços eleitorais.
Como costumam dizer os mais experimentados analistas políticos, cada eleição tem sua própria história. E aqui cabe recordar aquela célebre frase atribuída ao ex-governador mineiro Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” Mais verdadeiro, impossível!
Diante desse cenário, quem tem motivos de sobra para comemorar é o prefeito André Barreto (PT), que sai desse processo eleitoral politicamente fortalecido, respaldado por resultados bastante favoráveis aos seus aliados e com perspectivas animadoras para a disputa municipal de 2028.
Mas, atenção, mister André Barreto! Política não permite acomodação, muito menos o pecado da soberba. O momento é de arregaçar as mangas, acelerar as obras estruturantes, ampliar os investimentos públicos, cuidar cada vez melhor dos serviços essenciais e fazer com que o Crato não pare, não pare e não pare de avançar!
É igualmente chegada a hora de intensificar as articulações de bastidores, fortalecer o relacionamento com as lideranças políticas municipais e estaduais, ampliar o diálogo com a sociedade e cercar-se de profissionais de comunicação competentes, capazes de apresentar à população, com transparência e eficiência, os resultados de sua administração.
Tudo isso sem perder de vista que a caminhada rumo à reeleição de 2028 começa agora, no exercício diário de governar bem, cumprir compromissos e preservar a confiança dos cratenses.
Se as eleições municipais fossem realizadas neste momento, considerando o ambiente político revelado pelas urnas de 2026, André Barreto certamente largaria numa posição bastante confortável. Isso não significa, evidentemente, que a oposição esteja liquidada, pois em política ninguém está morto enquanto houver disposição para lutar. Entretanto, convenhamos, a turma oposicionista terá que trabalhar, e muito, para recuperar o protagonismo demonstrado em 2024.
E tem mais: votação expressiva de aliados não representa automaticamente transferência de votos para o prefeito, mas constitui, sem dúvida, um sinal importante da força política do grupo que atualmente comanda os destinos do município.
Portanto, meus queridos leitores, a grande verdade é que André Barreto encerra 2026 com um capital político que muitos prefeitos gostariam de possuir. Cabe a ele administrar essa vantagem com inteligência, humildade, competência e, sobretudo, muito trabalho.
Porque, como este colunista costuma dizer, enquanto a carruagem passa, os cães ficam latindo, latindo e latindo. E a carruagem? Ah, essa segue seu caminho, desde que o cocheiro saiba conduzi-la!
Sendo assim, estamos conversados. Sorry, periferia política!!!!!







