

O prefeito Glêdson Bezerra tem um estilo todo próprio de se comportar em campanhas políticas. Nada de estardalhaço. Prefere o mano a mano, o olho no olho com o eleitorado romeiro.
Assim foi em suas eleições para vereador, quando sempre alcançou votações consagradoras. Na disputa para deputado estadual, foi o campeão de votos em Juazeiro do Norte, embora não tenha conseguido se eleger por não obter, em outros municípios, a votação necessária para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Quando disputou a Prefeitura pela primeira vez, tudo indicava que as campanhas de seus opositores, Nelinho de Freitas e Arnon Bezerra, pela grande visibilidade que possuíam, dominariam a parada. Pois lá chegou Glêdson e desbancou os dois principais adversários.
Na hora de lutar pela reeleição prefeitural, havia uma espécie de sina política em Juazeiro do Norte: prefeito não se reelegia. E isso era fato, pois, desde a criação do instituto da reeleição, a cidade vinha se negando a conceder um repeteco de mandato aos seus prefeitos de plantão.
Pois Glêdson Bezerra foi à luta, encarou o desafio e arrebatou a reeleição, rompendo de vez com essa tradição política juazeirense.
Eis que agora estou, de longe, acompanhando pari passu a luta do filho de dona Elizabeth Oliveira no sentido de eleger sua esposa, Sandra Cavalcante, para a Câmara Federal.
Enquanto vemos campanhas milionárias de outros competidores, o prefeito, mesmo tendo a máquina da Prefeitura nas mãos, recusa-se a colocá-la a serviço dessa candidatura. Sabe que uma eleição também se ganha mostrando ao povo os resultados de uma administração e procurando convencê-lo da importância de consolidar esse projeto político com a eleição de sua candidata à Câmara dos Deputados.
Glêdson aposta naquilo que sempre foi uma de suas principais armas eleitorais: o contato direto com o povo, o gogó e o prestígio conquistado por sua administração.
Vamos esperar para ver se, mais uma vez, o prefeito romeiro vai mostrar — e até ensinar — aos políticos cearenses como se faz uma campanha sem a necessidade de gastos milionários, apostando no corpo a corpo, na conversa com o eleitor e no capital político acumulado ao longo dos anos.
“Simbora”!!!!






