GAUDÊNCIO LUCENA LAMENTA VOTO DO BRASILEIRO POR DEPENDÊNCIA E NÃO POR CONVICÇÃO

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Gaudêncio Lucena

Nunca teremos uma democracia verdadeiramente consciente enquanto grande parte do eleitorado votar não por convicção, mas por dependência, necessidade ou troca de favores. Programas sociais são necessários para amparar quem precisa, mas jamais podem ser transformados em instrumentos de dependência política ou de perpetuação no poder.

Lamentavelmente, a falta de educação e de formação política torna milhões de brasileiros mais vulneráveis à manipulação eleitoral. O analfabetismo, inclusive o analfabetismo funcional, de quem mal consegue compreender um texto, uma proposta ou as consequências de uma escolha, compromete o exercício plenamente consciente do voto. Não se trata de negar a dignidade ou a cidadania de ninguém, mas de reconhecer que uma democracia forte exige cidadãos capazes de compreender a enorme responsabilidade que carregam ao escolher seus representantes.

Quando o voto deixa de ser expressão da consciência e passa a ser condicionado pela necessidade ou pela troca de favores, abre-se espaço para oportunistas e corruptos se entranharem na política sem qualquer constrangimento moral.

E o resultado está diante de nós: faltam escolas de qualidade, hospitais, creches, segurança pública, merenda escolar digna, saneamento e boas estradas. Forma-se um círculo perverso: a má política perpetua a pobreza e a falta de educação, e a falta de educação facilita a perpetuação da má política.

A verdadeira democracia não se constrói apenas com o direito de votar. Constrói-se, sobretudo, com educação, informação, independência e consciência para saber em quem e por que se está votando.

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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