

Telefonemas me chegaram ontem à noite trazendo notícias sobre o verdadeiro deslumbre em que se transformou a estrutura da campanha situacionista em Fortaleza. Segundo meus interlocutores, é coisa de fazer inveja até a determinadas campanhas americanas: por onde se passa, só se ouve, só se vê e só se comenta o sururu político em torno de Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins.
Do outro lado, pelo menos na avaliação de quem conversou comigo, as ações de propaganda do governamentável Ciro Gomes e de seus candidatos ao Senado, Alcides Fernandes e Capitão Wagner, ainda não ganharam a mesma visibilidade. Ninguém soube me apontar uma movimentação publicitária de maior impacto. Um acanhamento que, naturalmente, começa a preocupar apoiadores da campanha oposicionista, sobretudo porque, nos tempos atuais, eleição se disputa também na base da presença maciça nas ruas, nas redes sociais e nos mais diversos meios de comunicação.
E meus interlocutores foram além: disseram que essa diferença de exposição já estaria refletindo a disparidade de recursos disponíveis para as duas campanhas. Na avaliação deles, dinheiro deverá sobrar para a campanha de Elmano, Cid e Luizianne, enquanto poderá fazer falta — e muita — à estrutura montada em torno de Ciro Gomes e seus aliados.
É aquela velha realidade da política: candidatos e grupos que estão mais distantes das estruturas de poder costumam enfrentar maiores dificuldades na hora de mobilizar apoiadores e, principalmente, de conseguir doações para financiar uma campanha cada vez mais cara e profissionalizada.
Enquanto isso, disseram-me que Cid Gomes resolveu, pela primeira vez em sua longa trajetória política, recorrer diretamente aos apoiadores para ajudar no custeio de sua campanha. E, segundo as informações que me chegaram, o apelo teria começado com o pé direito: logo de saída, as contribuições teriam alcançado cerca de R$ 34 mil.
Como os pedidos de colaboração deverão continuar, a expectativa entre seus aliados é de que esse volume cresça nos próximos dias.
Se essa diferença de estrutura financeira e publicitária permanecer até a reta decisiva, teremos um componente importante para acompanhar nesta eleição: até que ponto a força da exposição poderá interferir na disputa política propriamente dita?
Porque campanha sem voto não ganha eleição, claro. Mas campanha sem dinheiro, sem rua, sem comunicação e sem visibilidade também encontra enormes dificuldades para fazer o voto aparecer.
Vou te contar…








