

Muitos moradores do interior do Ceará — não sei se na capital a situação está semelhante — estão estranhando, e muito, o clima de agressividade que vem tomando conta das campanhas estadual e nacional. Há pessoas brigando até com familiares por causa de política. Outras estão deixando de lado seus negócios, o comércio e a própria profissão para se envolverem de corpo e alma nas discussões promovidas nas redes sociais. Há também quem esteja evitando reuniões sociais, principalmente aquelas regadas a bebidas alcoólicas, pois quase todas terminam em um tremendo baixo-astral.

Os mais observadores atribuem grande parte desse cenário à campanha agressiva associada ao candidato ao governo do Estado, Ciro Gomes, que aparenta atravessar um momento emocional bastante conturbado. Seu destempero verbal acaba por incitar seguidores, alguns dos quais chegam ao cúmulo de invadir encontros de adversários para provocá-los com os mais absurdos impropérios. As lideranças municipais, na tentativa de imitar o principal responsável por essa confusão, acabam contribuindo para que a agressividade se intensifique ainda mais.
Os blogueiros que se prestam ao desplante de se vender aos fomentadores desse estado grosseiro de fazer política apenas ajudam a diminuir a excelência proporcionada pelo mundo da informática. Tomara que os comunicadores de verdade não se rendam a esse estado deplorável de comportamento. Sabe-se que muitos blogueiros não possuem as noções necessárias para operacionalizar adequadamente a notícia; por isso, acabam manchando-a com textos dos mais indesejáveis.
Que as principais lideranças se contenham, deixem de utilizar as pessoas mais incautas como massa de manobra e assumam a responsabilidade que os mais sensatos esperam delas. Que o candidato Ciro Gomes, que sempre pautou seu comportamento pela agressividade verbal e, por vezes, até física, adquira juízo e se comporte como todo candidato deve se comportar em uma eleição da magnitude de uma disputa pelo governo do Estado.
Sendo assim, estamos mais do que conversados.
Sorry, periferia política!!!






