

A comédia desta semana está sendo o esforço imenso que Ciro Ferreira Gomes está tendo de fazer para convencer a plateia cearense de que não é bolsonarista, de que odeia Bolsonaro, de que não votará em Flávio nem permitirá que ele participe sequer de um comício seu, e de que só aceitou se aliançar com o PL caso os seus adeptos esqueçam que os Bolsonaro existem.
Só que está difícil demais para o povo acreditar nisso, pois, mais cedo ou mais tarde, Flávio chegará por aqui em campanha e vai querer que André Fernandes, seu pai, Alcides, Carmelo Neto e sua esposa, Bella, o acompanhem e lhe façam as honras como candidato à Presidência da República. Sendo assim, quem ficará com a cara no chão será o ex-ministro Ciro Gomes, pois ele já está nervoso com essa onda bolsonarista que ameaça levá-lo para o fundo do poço.

Para falar a verdade, vejam bem: nunca vi uma aliança tão descompassada quanto esta entre o PSDB e o PL bolsonarista. Ora, se o PL foi dominado pelos bolsonaristas, e seu presidente, Rui Costa Lima, só faz o que os filhos e a esposa de Jair Bolsonaro determinam, não há como distinguir Ciro do clã Bolsonaro.
O próprio candidato a deputado federal e uma das estrelas do PL cearense, Carmelo Bolsonaro (é assim que ele se registrou politicamente), carrega esse nome que tanto desagrada a Ciro Gomes. Como fazer o eleitor não associá-lo a um bolsonarista de quatro costados? O povo já chegou até a chamá-lo de “Cironaro”.
Agora, ele está pagando caro para tentar se livrar dessa associação. É isso que acontece quando se quer ganhar uma eleição de todas as formas, usando os piores subterfúgios para enganar o próprio povo.
Tô fora!!!




