

Um observador político caririense ligou-me ontem para comentar a movimentação ocorrida na semana passada por conta da inauguração do monumento a Nossa Menina Benigna, construído na cidade de Santana do Cariri pelo governador Elmano de Freitas, com o auxílio luxuoso da Diocese Cratense.
Segundo me relatou essa figura, colaboradora do meu blog “CARIRIEISSO”, o cenário santanense foi literalmente tomado pelos governistas cearenses, tendo o senador Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas como as principais vedetes do ato inaugural da imagem.
Também dominaram a cena, neste dia festivo, as lideranças políticas caririenses ligadas ao situacionismo, os candidatos a cargos proporcionais e os prefeitos da região — todos alinhados ao campo político governista estadual.
Ciro Gomes não compareceu. Dotado de senso de oportunidade, já começou a perceber que, diante do protagonismo dos senadores Camilo Santana e Cid Gomes, principais lideranças do Ceará, não adiantaria sequer tentar enfrentar esse cenário, pois certamente seria ofuscado — e muito.
O Capitão Wagner, que não dispõe desse mesmo senso de cautela, decidiu comparecer. No entanto, ao consultar algumas pessoas, ouvi relatos unânimes de que sua participação passou despercebida: “ninguém soube, ninguém viu”. Permaneceu discretamente à margem, sem condições de reação. Preferiu manter-se reservado, acompanhado de algumas lideranças locais, buscando oportunidades para produzir conteúdo para suas redes sociais.

Disseram-me ainda que, entre os candidatos a deputado estadual, o mais frenético e requisitado era o danisco do Davi Macedo. Isso porque Davizinho, naturalmente, sentiu-se em seu território: no Cariri Metropolitano — ou melhor, em todo o Cariri —, o filho político do tremendão Raimundão é vangloriado e recebido com demonstrações efusivas de carinho.
Como se observa, a fase de destaque de Ciro Gomes e seu grupo parece estar se esvaindo. A partir de agora, tendem a ser substituídos por novos atores que, ao entrarem em cena, brilham mais — como estrelas de Hollywood —, algo já esperado. Afinal, o filho mais velho de seu Zé Euclides e dona Mazé só consegue se expandir plenamente quando não há alguém tão ou mais competente em cena. Quando surge, dissolve-se como espuma ao vento: coisa momentânea, mania passageira, como diria o cantor Fagner.
Sendo assim, estamos mais do que entendidos. Sorry, periferia política!





