

Em política, nem sempre podemos acreditar que as regras são válidas – na verdade, quase nunca são. O que valeu para uma eleição não valerá para outra. Um discurso que teve forte apelo em uma eleição municipal pode não ter qualquer efeito em uma eleição estadual. Uma votação excepcional não garante que, em outra eleição, o candidato alcance a mesma performance.
Como dizia o ex-governador Adauto Bezerra: “cada eleição é uma eleição, cada uma com suas perfeições e imperfeições, seus fundamentos e outras que não absorvem nada desse contexto”.
Falo isso porque estou sabendo que o habilidoso Márcio Bilhar – um sujeito que entende muito de política e que costumo até comparar ao Gilberto Kassab do nosso meio —, nas eleições passadas, resolveu apoiar a candidatura de Aloísio Brasil para prefeito do Crato e, com suas artimanhas políticas, contribuiu significativamente para alavancar essa candidatura.
No entanto, nas eleições estaduais deste ano de 2026, Márcio já não aceitou continuar “batendo esteira” para o seu candidato a prefeito de 2025, que decidiu se candidatar à Câmara Federal neste ano. Márcio buscou uma solução muito mais ousada: firmou um acordo político, muito bem alinhavado, com o atual deputado federal Yury do Paredão, o homem dos 150 mil votos – ou mais.
Aqui no Crato, todas as pesquisas indicam que Yury, se as eleições fossem hoje, seria o mais votado do Crato e da Região. Como ainda não são, a tendência é que esse quantitativo de votos aumente ainda mais.
Em eleições passadas, inclusive recentes, outro político romeiro conseguiu, por várias disputas, se posicionar como o mais votado em nossa cidade: José Arnon Bezerra. Até Pedro Bezerra, seu filho, que o sucedeu na Câmara Baixa do país enquanto ele ocupava a Prefeitura de Juazeiro do Norte, manteve essa mesma performance. Inclusive, conversei na semana passada com o próprio Arnon sobre essa sua condição de majoritário no Crato, que agora está mudando de mãos e caindo, de bandeja, no colo de Yury Paredão.
Quer dizer, Márcio Bilhar está inserido nesse contexto de trabalhar bem para que o candidato que escolheu como seu, em nossa cidade, consiga ser o mais votado na disputa política que se anuncia.
Sendo assim, estamos mais do que conversados.
Sorry, periferia política!





