

A cada dia que passa o relacionamento entre os irmãos Ferreira Gomes se complica muito mais.
O relacionamento entre Cid Gomes (PSB) e Ciro Gomes (PSDB), ao que tudo indica, azedou definitivamente. O senador declarou que não vai apoiar o irmão nas próximas eleições e que não se negará a segui-lo apenas na disputa para governador, mas também na corrida à Presidência da República.
Ambos têm uma longa trajetória política no Ceará. Dizem que o marido de Maria Célia não gostou, de forma alguma, da maneira como o irmão mais velho se referiu ao seu partido, o PSB, acusando-o de estar dominado por gente faccionada.
Ciro não mencionou o nome do irmão na referida declaração, mas todos sabem que quem, de fato, comanda essa agremiação partidária em nosso estado é Cid Gomes. Eudoro Santana, pai do senador Camilo, em consonância com Cid foi conduzido à presidência do PSB por uma questão de deferência.

Tentando dar o troco ao irmão, o senador Cid Gomes criticou as alianças de Ciro:
“O Ciro está aliado a partidos que são, tradicionalmente, nossos adversários aqui. O meu campo é onde sempre estive. Fui candidato a governador há 20 anos, apoiado por esses partidos que estão aqui, que apoiam e são base do governador Elmano de Freitas (PT), e eu continuo onde sempre estive. O Ciro foi para o outro lado; enfim, ele é maior de idade”, afirmou.
Ciro Gomes indicou, recentemente, que deve definir, na segunda quinzena de maio, se disputará novamente a Presidência da República. Agora filiado ao PSDB, o deputado Aécio Neves, presidente do partido, não desiste de tentar convencer Ciro a entrar na corrida presidencial.
E o ex-governador cearense parece disposto a aceitar, pois, em compromisso político neste fim de semana, em São Paulo, fez um discurso totalmente voltado à política nacional – ou seja, um discurso típico de candidato à Presidência da República.
Sorry, periferia política!!!








