

O senador Cid Gomes (PSB) bate o pé e afirma que só existe uma maneira de votar no irmão, Ciro Gomes: se ele for candidato à Presidência da República. Caso contrário, seu voto será em Elmano de Freitas – e não nele, caso decida enfrentá-lo, assim como a Camilo Santana e ao próprio Elmano. Seu compromisso com os dois petistas é inegociável, garante o ex-governador pessebista.
Cid afirmou que, se Ciro entrar na disputa nacional, ficaria livre de “dois problemas”. O primeiro seria poder votar em quem realmente deseja para presidente.
O segundo ponto, segundo o senador, seria evitar o constrangimento de não apoiar o irmão em uma eventual disputa ao Governo do Ceará. “É irmão, é irmão”, resumiu, ao reconhecer o peso da relação familiar no cenário político.
Apesar do aceno, o senador reafirmou que mantém sua posição dentro da aliança política atual. “Política é política, família é família. Estou em uma aliança histórica e votarei no governador Elmano”, afirmou.
Cid Gomes considera inadmissível ver hoje o irmão aproximar-se de duas figuras que classifica como despropositadas, sem postura política e desalinhadas dos compromissos com a boa política: Capitão Wagner e André Fernandes. O senador sobralense afirma não ter “estômago” para aceitar essa dupla, que, segundo ele, estaria traindo o próprio companheiro de lutas, o senador Eduardo Girão (NOVO), defensor do bolsonarismo, para pegar carona na popularidade de Ciro, que representaria, para eles, uma tábua de salvação diante de mais uma possível derrota eleitoral no Ceará.
Diante dessas posições do senador pessebista, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), candidato ao Senado, “pegando um bigu” na hipotética candidatura de Ciro Gomes ao governo, afirmou que só comparecerá ao possível encontro de lançamento ao Palácio da Abolição caso o filho, André Fernandes, sinalize positivamente; do contrário, não comparecerá.
E assim segue a tentativa de composição entre Ciro e bolsonaristas no Ceará: a passos de formiga e sem entusiasmo. Sendo assim, estamos mais do que conversados. Desculpe, periferia política!





