

Ainda persistem dúvidas cruéis sobre os palanques que disputarão o controle do governo do Estado, a partir de janeiro de 2027. A saber:
O governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas(PT), sofre com a campanha dos ciristas por insinuações que poderá ser substituído por Camilo Santana – embora a nuvem tenha se dissipado mais nas última semanas.
Já o pré-candidato a governador, Ciro Gomes (PSDB), foi sugado, nos últimos dias, para a encruzilhada política, diante do convite do PSDB nacional para o tucano disputar a presidência da República.
Deixando as declarações oficiais de lado, restam os riscos políticos que sofrem tanto Elmano quanto Ciro – pela posição atual de cada um, são situações diferentes. Vejamos.
A dúvida sobre Elmano pode esfriar o café no Palácio da Abolição, travando ou adiando acordos que, num cenário diferente, seriam facilmente amarrados.
A dúvida sobre Ciro reduz a expectativa de poder. Isso significa menos peso em negociações partidárias, portas privadas fechadas e desmobilização de militância.
É por isso mesmo que existe esforço do governo em reafirmar Elmano como candidato à reeleição; e por mesmo que existe esforço da oposição em reafirmar Ciro como candidato a governador. Percebem?
Notem ainda que, de lado a lado, os dois grupos rivais jogam, diuturnamente, dúvidas sobre a candidatura um do outro.
Ciristas dizem que Camilo será o candidato governista, para cavar os pés de Elmano; governistas dizem – e estimulam -, Ciro alçar voos nacionais, para fragilizá-lo no Ceará.
A disputa simbólica é simples. Todos sabem que dúvidas, nessa atual e decisiva fase de montagem de chapas majoritárias, são focos de desgaste e risco políticos – às vezes, fatais. Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!!!!







