
A política romeira nesta Semana Santa virou de ponta a cabeça. Pois não é que o vice-prefeito da cidade, causídico Tarso Magno, que é cirista por obra e graça do prefeito Glêdson Bezerra, faz de tudo para se dar bem com o titular do Palácio José Geraldo da Cruz. Afinal, Tarso sonha em sucedê-lo sob seus auspícios, já que este não poderá disputar a reeleição em 2028.

Tarso Magno
Ao decidir se candidatar a deputado estadual pela federação União Progressista, filiando-se ao PP, Tarso contraria a decisão estadual da federação, liderada pelo deputado Zezinho Albuquerque, que apoia integralmente o governador Elmano de Freitas.
Tarso bate de frente com os maiorais de seu partido, mas agrada a Glêdson Bezerra ao manter-se ao seu lado no apoio a Ciro Gomes. Há quem diga que, mesmo sem chances de eleição – já que as projeções indicam que são necessários, no mínimo, 55 mil votos para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa -, essa movimentação do vice-prefeito demonstra claramente sua intenção de disputar a sucessão do atual prefeito em 2028.

Nelinho de Freitas
Da mesma forma que Tarso Magno embaralhou a política juazeirense, o atual suplente de deputado federal, Nelinho de Freitas, também deu um verdadeiro cavalo de pau, deixando o MDB de Eunício Oliveira e filiando-se ao Podemos, partido do prefeito Glêdson Bezerra.
Ora, como pode Nelinho apoiar a reeleição de Elmano se agora está no Podemos? Esse partido está alinhado a Ciro Gomes, já que Glêdson é sua principal liderança em Juazeiro do Norte.
Um verdadeiro “samba do crioulo doido”, que não adianta tentar decifrar. Para um bom entendedor de política, alguns protagonistas, em momentos criativos, muitas vezes escrevem certo por linhas tortas e, no final, o resultado, por mais improvável que pareça, acaba sendo exitoso.
E assim vai caminhando a política romeira: em passos de formiga e sem muita vontade. Mas, no fim… sai de baixo! Desculpe, periferia política!!!








