

Isolados: Ciro Gomes, Capitão Wagner e André Fernandes
Um amigo, ontem à noite, me falou: “Marcos Peixoto, meu caro, não sei quem tem mais desafetos, temperamento arrogante ou a aparência de político oportunista se o Ciro Gomes, Capitão Wagner ou o André Fernandes.”
Ao ouvir essas palavras, pedi que continuasse para entender melhor suas colocações. Foi então que me disse que Ciro Gomes, mesmo apresentando boa performance como hipotético candidato a governador do Ceará, não conseguiu captar, até agora, sequer uma liderança política importante que se encontra no campo político de Camilo Santana, Cid Gomes e Elmano de Freitas. Ninguém topa está ao seu lado.
ANDRÉ FERNANDES
Interessado em um projeto estritamente pessoal, André Fernandes, que só pensa em se reeleger para a Câmara Federal e em tornar o pai senador da República, não conseguiu, até agora, unificar a direita – que já é pequena em nosso estado – em torno do suposto candidato a governador, Ciro Gomes. O senador Eduardo Girão, que foi por ele e por Capitão Wagner traído, não está permitindo que consigam esse intento; daí o agravamento da situação dentro das hostes oposicionistas.
CAPITÃO WAGNER
Por último, vem esse político, Capitão Wagner, que já lutou para convencer o povo cearense a lhe dar a oportunidade de chegar ao comando do Palácio do Bispo ou do Palácio da Abolição. Não conseguiu. Wagner sofre da antipatia gratuita dos demais políticos cearenses, a qual aumentou ainda mais ao se aproximar do temperamental Ciro Gomes.
Ele mexeu os pauzinhos para dominar a União Progressista, fruto da federação PP/União Brasil. Faltou-lhe habilidade política e humildade para conduzir essa negociação, resultando em um verdadeiro “estouro da boiada” dentro da União Progressista. Ao conquistar, por meios pouco republicanos, essa estrutura política, viu saírem de suas fileiras a deputada federal Fernanda Pessoa. O deputado federal Moses Rodrigues já tem convite para ingressar no MDB e deve se filiar à nova sigla ainda no início da semana.
Além de Moses, estão na lista AJ Albuquerque e Zezinho Albuquerque, que também estão deixando o PP, juntamente com o prefeito de Sobral, Óscar Rodrigues. A posição deve ser anunciada nas próximas horas. Restam agora apenas a vice-governadora Jade Romero e o prefeito de Maracanaú, o empresário Roberto Pessoa, com todo o seu forte grupo político pegarem o bonde.
Sendo assim, estamos mais do que conversados.
Sorry, periferia política!






