PRODUTORES DO NORDESTE ENTRAM EM COLAPSO DIANTE DOS CACHÊS MILIONÁRIOS E EVENTOS CONSAGRADOS COMEÇAM A DESAPARECER DO MAPA

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Nos bastidores do entretenimento nordestino, um alerta vermelho já está aceso há um bom tempo. Produtores afirmam que o modelo atual se tornou insustentável — e o público começa a sentir os primeiros impactos.

Muitos artistas, segundo relatos, parecem ter se distanciado de suas origens e daqueles que os ajudaram a chegar ao topo. Em conversa com Breno Holder e a GS News, empresários do setor revelam o desespero crescente para viabilizar eventos privados diante de cachês cada vez mais altos — valores que drenam completamente a margem de lucro dos produtores.

“A maioria dos artistas está cobrando em eventos privados os mesmos valores das festas de prefeitura. A conta simplesmente não fecha mais”, desabafa um produtor renomado do setor.

Outro relato chama ainda mais atenção:

“Trouxemos a turnê de uma dupla sertaneja, o evento faturou mais de R$ 2 milhões, e mesmo assim não sobrou nem R$ 50 mil para a gente. O risco é gigantesco para um retorno mínimo”, afirmou outro.

E o impacto já é real. Eventos tradicionais, com décadas de história, começam a sucumbir:

“Um festival de verão na Paraíba, consagrado há mais de 20 anos, não aguentou. Foi obrigado a cancelar um dia inteiro do evento”, revelou outro produtor paraibano.

Por outro lado, artistas também se posicionam e afirmam que os altos cachês refletem custos operacionais cada vez mais elevados para manter grandes produções em circulação.

“Pagamos milhões de reais por mês em impostos — o governo acaba sendo nosso maior sócio. Uma parte significativa do cachê é destinada a tributos, além de toda a operação logística, que envolve uma equipe de mais de 40 pessoas na estrada. Está tudo muito caro. Infelizmente, não temos muito o que fazer”, revelou um grande artista nacional, que preferiu não ter o nome divulgado.

A pergunta que ecoa nos bastidores é inevitável: estamos assistindo ao começo do fim dos grandes eventos privados no Brasil?

OLHEM O TAMANHO DOS CACHÊS:

Ana Castela: R$ 2,55 milhões

Simone Mendes: R$ 1,35 milhão

Luana Prado: R$ 1,2 milhão

Jorge & Matheus e Ivete Sangalo: R$ R$ 1 milhão cada

João Gomes: R$ 1 milhão

Maiara e Maraisa: R$ 900 mil

Glória Groove: R$ 600 mil

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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