

Ciro Gomes se ancora numa direita cearense que não possui estrutura para referendar o seu projeto supostamente mudancista
Não entendo a hipocrisia de muitos políticos. O sujeito passa a maior parte de sua vida pública enganchado em um projeto político, usa e abusa de tudo o que ele oferece e, depois, surge posando de menestrel das mudanças.
Ciro Gomes iniciou sua trajetória política valendo-se da ARENA/PDS, dos velhos coronéis da política cearense. Com a vitória de Tasso Jereissati, abandonou os aliados e embarcou no bloco das mudanças, que, naquele momento, realmente fazia jus a essa denominação. Ao perceber o naufrágio desse projeto, rapidamente se acomodou na nova onda que varria o País: a esquerda, com Lula no comando.
Encaixou-se nessa nova maré e surfou à vontade: foi ministro desse novo governo, elegeu o irmão, Cid Gomes, governador do Ceará e, posteriormente, ajudou a eleger para este posto o Camilo Santana, então seu principal pupilo. Enfim, deitou e rolou politicamente para, depois, chutar toda a companheirada e agora posar como salvador da pátria, ancorado em uma direita cearense que tem como expoentes figuras sem a mínima noção dos problemas do Estado, despreparadas para oferecer qualquer suporte consistente ao seu discurso supostamente de feição mudancista.
Tudo isso não passa de papo furado. O cearense, assim como o povo brasileiro, nunca acreditou em seus discursos de ocasião e saberá adotar o posicionamento adequado: empurrar Ciro Gomes para a aposentadoria política compulsória. Assim é muito melhor.
Após ver seu projeto nacional ir para as cucuias, ele retorna ao Ceará tentando assumir um protagonismo recheado de falsas novidades. Ciro não se dá conta de que já ingressou no time dos políticos grisalhos e que nem mesmo com retoques bem elaborados, feitos por quem entende de imagem, conseguirá, mais uma vez, convencer o povo cearense de que seu projeto é para o bem do Estado — quando, na verdade, trata-se apenas de sua estratégia sabida de perpetuação no poder estadual.
Sendo assim, estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!






