

Sempre gosto de embasar os meus comentários políticos em jornalistas da pesada como é o caso do Erico Firmo que é um destacado editor de política do O POVO, empresa que trabalhei alguns anos atrás e ele, inclusive, já estava por lá. o cara tem uma ampla experiência na área, tendo sido repórter de política, editor-adjunto, editor-executivo de cotidiano, colunista diário de política como sou aqui neste site Caririeisso. Bom saber que Erico pela qualidade de conteúdo que fornece ao jornalismo político brasileiro, é alguém muito lido e procurado para opinar sobre política.
CICLO DOS CORONÉIS
Dai que li um sóbrio artigo de sua autoria ontem à noite, onde o mesmo surfava pela sucessão no Ceará 2026. Falou que o Ceará tem em sua história eleições estaduais em que a situação tende sempre a ganhar. Viajou no tempo de Parsifal Barroso que foi eleito governador em 1958, vencendo Virgílio Távora. Ao fim de seu governo, diante da política nacional, articulou a União pelo Ceará, coligação que elegeu Virgílio Távora como o seu sucessor e iniciou o ciclo da “política dos coronéis” onde Távora dividiu o poder com Adauto Bezerra e César Cals por um quarto de século.
CICLO DO TASSO JEREISSATI
Veio então o ciclo político liderado por Tasso Jereissati, iniciado com sua eleição para o governo estadual, em 1986, e concluído com sua eleição para o Senado Federal em 2002, e os rompimentos eleitorais por ele levados a cabo durante esse período. Em especial, destacamos o rompimento com Lúcio Alcântara, na eleição de 2006, levando-o a ser derrotado a partir do esvaziamento de sua candidatura; depois o rompimento com Cid Gomes, na eleição de 2010, quando Tasso lança um candidato próprio ao governo e é derrotado em sua tentativa de reeleição ao Senado. Com a vitória de Cid Gomes, concluímos, será possível falarmos de um novo ciclo político no Ceará.
CICLO DOS FERREIRA GOMES
Sim, pois vivemos o ciclo político dos Ferreira Gomes que teve em Cid Gomes uma distensão para o PT que predomina até agora.
Se analisarmos como se deram a ascensão desses ciclos políticos no Ceará, todos foram a reboque daquele que estava com as rédeas do poder nas mãos. De Gonzaga Mota para Tasso Jereissati, de Tasso para Cid Gomes, sim, pois Tasso não era governador na época em que o governador Lúcio Alcântara perdeu a eleição, mas mandava mais que o titular. Como Tasso cruzou os braços e orientou todos os que compunham o PSDB a vazar para Cid Gomes, esvaziou o então governador Lúcio Alcântara e este foi fragorosamente derrotado. Mas a tendência no Ceará é eleger o candidato que possui as bênçãos da máquina estadual.
CICLO CID GOMES/CAMILO SANTANA
Cid Gomes se elegeu e reelegeu-se. Candidatou Camilo Santana e o elegeu que depois se reelegeu e, com o apoio de Cid Gomes, elegeu o Elmano de Freitas logo no primeiro turno. Ciro saiu e foi para a oposição e seu candidato Roberto Cláudio ficou na lanterninha, perdendo para o Capitão Wagner que ficou em segundo lugar.
FIM DO CIRO GOMES
Essa estorinha que Ciro Gomes tem isso ou aquilo em pesquisas de opinião é conversa para boi dormir. Lembrem-se de Eunício Oliveira nas eleições de 2013. No primeiro turno, o candidato do PMDB, Eunício Oliveira, liderou a maioria das pesquisas. Com a proximidade do pleito, Camilo Santana (PT) diminuiu a vantagem de Eunício e terminou em primeiro na apuração dos resultados. No dia 5 de outubro, Camilo teve 2.039.233 de votos, o que corresponde a 47,79% dos votos válidos, e Eunício recebeu 1.979.499 votos, o equivalente a 46,41% dos votos válidos.
Foram para o segundo turno com a então presidente Dilma sem aqui aparecer e muito menos Lula, pois Eunício fazia parte da base aliada. Não deu outra, Camilo com o apoio governista, no caso, Cid Gomes, e com um discurso que até hoje consegue cativar os cearenses, partiu na frente no segundo turno com um Eunício se descabelando, acusando uso da máquina pública, que a sua coligação estava sendo perseguida por ‘milícias’ no dia das eleições e que iria investigar a participação de policiais militares que favoreceram crimes eleitorais para o oposição.
Resultado: com 53,35% dos votos e 100% das urnas apuradas, Camilo Santana (PT) foi eleito no segundo turno o novo governador do Ceará. Seu concorrente Eunício Oliveira somou 46,65%.
E assim o Ceará mais uma vez comprovou que quem fala mais alto é aquele que é candidato contando com a máquina estadual e se também contar com a estrutura da máquina federal, ai é que a porca torce o rabo. Por isso lhes digo, essa candidatura do Ciro Gomes é puro festival de fogos de artifícios que só acredita nela são os mais românticos ou poetizados. Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry periferia política!!!!!






