

Ex-senador Sergio Machado
Vou contar uma rápida historinha para todos vocês. Sergio Machado foi coordenador da campanha vitoriosa de Tasso Jereissati ao Governo do Ceará no ano de 1986. Vencida a parada, foi convidado para ser secretário de Governo de 1987 a 1990.
Por sua projeção nas entranhas do poder nascente, logo foi guindado a deputado federal não mais pelo PMDB, mas pelo PSDB, novo partido de Tasso Jereissati e companhia ilimitada. Logo após, em 1994, foi eleito senador da República.
Dai em diante começou a sonhar em em ser governador dos cearenses. Foi então que na sucessão de 2002 se sentindo escanteado por Tasso Jereissati que optou pela candidatura do também senador Lúcio Alcântara, rebelou-se e iniciou um movimento para se candidatar peitando a candidatura oficial. Disputaram em 2002 o Governo do Ceará o senador Lúcio Alcântara(PSDB), o deputado federal petista José Airton Cirilo e ele, Sérgio Machado.
SUCESSÃO ESTADUAL PASSANDO PELO CRATO

Médica Carmem Esmeraldo Peixoto e o pai Walter Peixoto
Lembro-me que Sergio, correligionários e assessores convidaram o meu tio prefeito do Crato à época, agropecuarista Walter Peixoto(PMDB), para ser o candidato a vice-governador do senador rebelde. Waltinho que era uma raposa velha, com mais de dois anos de mandato prefeitural para frente, pensou então com os seus botões: “Essa não é a melhor opção para mim neste momento. Preciso concluir o meu mandato no Crato.” Não titubeou e afirmou ao senador Sergio Machado que não podia abandonar a gestão faltando mais da metade para conclusão do mandato. Na época, Waltinho estava naquele estado de beicinho para o lado de Tasso Jereissati, dai que se prontificou a apoiar o projeto governamental do senador, aceitando até ser um de seus coordenadores políticos no Cariri. E o vice? Quem seria? Vira e mexe chegaram ao nome de minha prima Carmem Peixoto, filha do Waltinho e que na época desempenhava com louvor a função de secretária de Saúde do Crato. Tudo certo, então.
Waltinho que não era besta, pediu maiores explicações sobre a viabilidade da candidatura de Sergio Machado ao Governo do Estado. Ele e seus assessores então lhe mostraram detalhes de pesquisas para consumo interno que indicavam que a disputa de 2002 iria para o segundo turno e que Machado estava tranquilo nesta parada em contraponto à candidatura de Lúcio Alcântara. Em sendo assim o também candidato José Ailton Cirilo(PT) ficaria fora desse segundo hound e sua tendência natural seria apoiar Sergio Machado, pois não queria nem saber de Tasso e seu PSDB que eram arquirrivais à época tanto no plano nacional como estadual. Só que tudo deu às avessas, veio o efeito Lulalá e o José Airton foi o escolhido para ir para o segundo turno no sentido de enfrentar o tucano Lúcio Alcântara. Machado então passou a apoiar o candidato petista e Waltinho que não tolerava o PT e muito menos o Lula, aceitou apoiar Lúcio Alcântara que ganhou a eleição com uma minoria ínfima.
COMEÇO DO FIM
Terminada a refrega vejam bem, nem mel e nem cabaça, pois Carmem Peixoto desceu do palanque e não quis mais saber de disputa política, Waltinho por seu turno iniciou a sua trajetória de desaceleração política, pois findou perdendo a reeleição para o seu vice-prefeito à época, o tabelião Samuel Araripe(PSDB), que ganhou com o apoio do governador Lúcio Alcântara.

Prefeito Glêdson Bezerra: tem que lutar para Não ser “Eu sou você amanhã” em relação a Walter Peixoto
Essa historinha este colunista já contou ao atual prefeito de Juazeiro do Norte, mister Glêdson Bezerra(PODEMOS), para que ele pense e repense esse assunto de deixar a sua gestão ou então indicar a esposa Sandra Cavalcante para a vice-governadoria da hipotética(vejam bem, hipotética) candidatura de Ciro Ferreira Gomes a governador em 2026. Uma candidatura meio enviesada, que não consegue unidade e que, até o presente momento, nem uma única alma fora do campo político que ele gravita, resolveu se congratular com essa sua pretensão. Bom dizer que a direita raiz não aceita nem por ordem judicial apoiá-lo, existindo até a candidatura do senador Eduardo Girão como contraponto. Os demais direitistas estão sinalizando que o apoiam de boca para fora, pois no duro não desejam entregar o espólio de oposição no Estado a um político que até um dia desses era um ferrenho adversário deles todos e aliado ‘hors concour’ de Camilo Santana, Cid Gomes, Elmano de Freitas, Izolda Cela, José Guimarães, Evandro Leitão, Romeu Aldigueri e demais situacionistas cearenses. Sendo assim, estamos para lá de conversados. Amanhã conto mais sobre essa novela. Sorry periferia política!!!!






