
Carlos Newton

Circulam nas redes sociais informações tão absurdas que chegam a causar perplexidade e revolta. Uma deles é a de que Donald Trump vai erradicar o esquerdismo no mundo, num projeto que já está começando pela Venezuela, depois passará pelo Brasil, Cuba, Nicarágua e qualquer outro país que sair do sério, digamos assim.
Meus amigos, é impressionante o que se diz de Trump, que seria uma espécie de Super-Homem sem criptonita. Fala-se que estaria empenhado também em destruir a Rússia, o Vietnã, o Irã e até a Índia, que manifesta uma tendência ideológica bipolar, digamos assim, sem falar na China, que já estaria condenada ao fracasso e à humilhação diante do irrequieto novo líder do capitalismo mundial.

BEST-SELLERS – Dizem também as redes sociais que um dos principais gurus desse movimento mundial é o jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, autor de uma obra sobre política global que já estaria liderando a lista dos best-sellers nos Estados Unidos.
Tomado pela curiosidade, fui conferir a famosa lista do New York Times e não encontrei nenhum autor brasileiro, entre os atuais best-sellers. Fiz então uma busca mais apurada e descobri que o neto do general João Figueiredo jamais publicou livro algum.
Diante dessa desfaçatez, fica absolutamente clara a importância do jornalismo profissional, que também está sujeito a manipulações, é claro, mas não passa adiante esse tipo de desinformação.
P.S. – O pior é que essas fake news são incontroláveis em países minimamente democráticos. Somente se consegue coibir esse tipo de desinformação em nações ditatoriais, que exercem censura prévia, conforme o ministro Alexandre de Moraes tenta implantar no Brasil, mas os Estados Unidos e outros países não aceitam, em nome da liberdade de expressão que caracteriza a democracia. Em tradução simultânea, isso significa que teremos de aturar essas deformações sociais, até encontrar solução. Pense sobre isso.






