
SOCORRO, SEVERINO

Mulheres promoveram certa vez na Câmara um ato de solidariedade à deputada Luci Choinacki (PT-SC), que, em sessão de CPMI, teria sido “agredida de forma machista” pelo deputado Alberto Fraga (DF). Vestindo rosa e lilás, adentraram o plenário para exigir providências. Vendo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), o deputado Zarattini (PT-SP) tentou ser gentil e cometeu a gafe de errar o nome da “cumpanhera”: “Quero ceder meu espaço à nobre companheira Maria do Socorro.” Ela não perdoou: “Socorro é o que nós viemos pedir aqui, deputado.”
BABÁ ROCK AND ROLL

Já na primeira sessão conjunta do Congresso, naquele ano, o deputado novato e cabeludo Babá (Psol-PA) foi à mesa pedir para falar. Esbarrou em ACM presidindo a sessão: “Qual é o seu nome?” O deputado se apresentou: “Babá.” Desconfiado, o babalaô confirmou o nome com o secretário da mesa. Depois se voltou ao parlamentar do Pará, a quem olhou de cima para baixo, e aquiesceu com ironia: “Está certo, seu Babá…”
DEPUTADOS NOVELEIROS

O deputado Átila Lira (PSDB-PI) relatava o projeto que instituía o ano de 2005 como “Ano Nacional Roberto Marinho” e resolveu buscar amparo nos colegas, durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara: “As novelas da Globo são importantes para o País. Eu conversava com a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma noveleira. Ela concorda comigo.” A resposta da deputada arrancou gargalhadas de deboche: “Quero dizer três coisas: a primeira é que não sou noveleira, a segunda é que quase não assisto televisão e a terceira é que o senhor nunca falou comigo sobre esse assunto. Mesmo assim, voto favoravelmente ao seu relatório.”








