

No contexto atual, a Corte Suprema do País precisa equilibrar a agilidade com que puniu os chamados antidemocráticos e com profundidade de análise rever a agenda imposta ao País à época da Operação Lava Jato em que tinha como princípio básico acabar com a roubalheira aos cofres públicos e a impunidade tomar o rumo do mármore do inferno. Acabada essa fase de defensoria da democracia brasileira, que os superiores ministros iniciem essa cruzada e que se deixem cortar na própria pele diante dos resultados que se descortinarem. Não basta defender a estabilidade democrática de nosso País sem acabar com o horror da corrupção, pois não existe democracia com ladroagem ao dinheiro público. Fica muito desigual e essa matéria exige rigor, sob pena de reforçar no povo percepções de seletividade ou fragilidade no cumprimento de seu papel constitucional. Assim, o ano de 2025 pode marcar um divisor de águas para o Judiciário brasileiro.
A conclusão célere das ações da chamada “Trama Golpista” que sirva para reforçar o compromisso do STF com a estabilidade democrática, mas que ofereça à sociedade a mensagem de que não há espaço para a impunidade seja de qual forma for. Que o nosso parlamento ao mesmo tempo tome vergonha e entre em um período de enfrentamento dos casos envolvendo emendas parlamentares, essas sim, estão chicoteando a cara das pessoas honestas de nossa pátria mãe gentil. Essa hercúlea tarefa caberá aos parlamentares com viés de honestidade e exigirá coragem e independência, justamente para não permitir que a maldita conduta dos maus políticos dite os limites do que é ruim ou razoável em nossa nação. Tem que ser excelente e estamos para lá de conversados.
Em tempo: Se conseguir conjugar essas duas frentes — encerrar de forma tranquila os processos que tentaram abalar a ordem democrática e, ao mesmo tempo, avançar sobre essas zonas cinzentas do sistema político(corrupção) — o Supremo não apenas virará a página de um capítulo traumático da história recente, como também reafirmará sua condição de guardião da Constituição e dos bons costumes. O que não pode mais é continuar a velha prática “do rouba, mas faz”, do “Toma lá dá cá” e por ai vai… Que bom se aparecesse um candidato a presidente da República em 2026 com discurso contra toda essa desordem e tenha caso ganhe a parada, serenidade para pôr em evidência essas boas práticas.







