
RESPEITE MINHA CARROÇA

Folclórico político capixaba, Amocim Leite era prefeito de São Mateus quando soube que o então governador, Gerson Camata, comprara um automóvel Opala Diplomata para sua mordomia. Era o mais luxuoso, nos tempos das carroças. Amocim comprou um igual e foi se exibir em Vitória. Foi recebido por um assaltante, no centro: “Isto é um assalto, mãos ao alto!”. Amocim se ofendeu: “Monza a álcool? Ô rapaz, eu compro um Opala Diplomata último modelo, a gasolina, e você diz que é um Monza a álcool? Tenha a santa paciência!”
O BICHO QUE DEU

Jornalista de economia esperava o presidente do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá, atrasado para a entrevista, em Salvador. Nas publicações do banco sobre a mesa, vê o logotipo sem acento circunflexo. A sílaba tônica no “mi” gerava um “Economico”. Terminada a entrevista, não resistiu: “O senhor não acha que não fica bem? Afinal, ‘mico’ não é coisa agradável em bancos.” Calmon de Sá explicou rindo que, por ser banco centenário, seria grafia antiga. E garantiu, com serenidade baiana: “Não se preocupe. Neste banco nunca vai haver ‘mico’.” Anrã.






