
Marcada pela piedade popular, a cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, ficou conhecida graças a atuação de Padre Cícero Romão. Neste local, em 20 de julho, peregrinos de todo o país se reúnem para fazer memória do falecimento do religioso, cujo processo de beatificação foi recentemente reaberto pelo Vaticano, tornando-se assim Servo de Deus.
Para tornar conhecida a história de Padre Cícero Romão, o teólogo belga José Comblin (1923 – 2011) publicou, pela PAULUS Editora, a obra “Padre Cícero de Juazeiro”. Nascido na cidade do Crato, estado do Ceará, no dia 24 de março de 1844, desde pequeno Cícero dedica-se à oração e trilha o caminho da vocação sacerdotal. Em 30 de novembro de 1870 é ordenado sacerdote e inicia o ministério sacerdotal no Crato (CE). Convidado para atender confissões e realizar pregações, chega em 11 de abril de 1872 a Juazeiro, por onde permanece mais de 60 anos. Até então, a cidade era um distrito do Crato, e o religioso teve um papel fundamental no processo de emancipação e independência da cidade.
Segundo relato da obra, Padre Cícero vivia em pobreza, recebendo doações dos comerciantes e paroquianos. “Em poucos anos, adquiriu a fama de um sacerdote dedicado inteiramente ao povo, sempre disponível, sempre desinteressado, atento, despretensioso, bom conselheiro, impecável na sua vida pessoal, fiel rigorosamente ao seu voto de castidade, aceitando trabalhar na capelania mais miserável da diocese”, destaca o autor. Assim, Juazeiro foi se tornando refúgio dos pobres, o oásis de milhares de romeiros que buscavam alívio para seus sofrimentos e opressão. Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934.
Na publicação, Comblin descreve muitos episódios que tornaram Padre Cícero uma personalidade local. Conforme sua fama se espalhava, o religioso também atraia para si a indiferença e oposição das autoridades eclesiais. Segundo o autor, até poucos anos ele foi considerado pelo clero como indivíduo sem uso de ordens, excomungado e rebelde. “A grande mudança veio com a chegada do atual bispo emérito do Crato, dom Fernando Panico, em 2001. O bispo atribuiu à intercessão de Padre Cícero a cura de um câncer aparentemente incurável e tornou-se o seu grande defensor, introduzindo em Roma o processo de reabilitação do padrinho do Nordeste.
A fama de santidade de Padre Cícero segue atraindo cada vez mais fiéis, que pedem a intercessão do religioso para abençoar e mediar por suas causas. Este Servo de Deus segue sendo um símbolo de perseverança, esperança e fé inabalável. Que a história de Padre Cícero nos convide a conhecer melhor a história de tantos homens e mulheres que se dedicaram ao serviço de Deus e na ajuda aos irmãos, sobretudo aos que mais sofrem.
Sobre o autor:
Pe. José Comblin — um dos grandes teólogos da libertação na América Latina — nasceu em Bruxelas, Bélgica, em 1923, e chegou ao Brasil em 1958, onde lecionou em São Paulo e Campinas. Durante os anos 1960, atuou em Santiago, Chile; em Recife, no Instituto de Teologia (Iter); e também no Ipla, em Quito, Equador. Em 1972, foi expulso do Brasil e voltou para o Chile. Expulso também de lá pela ditadura, retornou ao Brasil, onde foi anistiado em 1986. Em 1981, protagonizou a fundação do Seminário Rural, em Serra Redonda (PB). Em 1989, fundou a Escola de Formação Missionária em Juazeiro (BA). Faleceu em março de 2011, em Simões Filho (BA). Escreveu mais de 70 livros e mais de 400 artigos. Em seus últimos anos, José Comblin se dedicou à elaboração conclusiva de seus pensamentos sobre o Espírito Santo e o projeto de Jesus, temas priorizados ao longo de sua vida. Pela PAULUS Editora, publicou os livros “Vocação para a liberdade”, “Viver na esperança”, “A oração de Jesus”, “A liberdade cristã”, “Padre Cícero de Juazeiro”, entre outros.
Ficha técnica:
Título: Padre Cícero de Juazeiro
Autor: José Comblin
Coleção: Biografias
Acabamento: grampeado
Formato: 13,5 cm x 21 cm
Páginas: 48
Áreas de interesse: Pastoral, Biografias
Link: https://bit.ly/3PZMYmV




