

Este colunista ao lado de Émerson Monteiro por ocasião do lançamento de sua última obra literária COGITAÇÕES DIVERSAS(Ensaios breves)
A Terra ficou triste, e o céu está em festa. O querido amigo, intelectual, bancário aposentado do Banco do Brasil, ex-vereador, escritor e homem de inúmeros predicados, mister Émerson Monteiro, fez a passagem do mundo terreno para o celestial.
Conheci Émerson Monteiro quando voltei a morar no Crato, vindo de Fortaleza. Naquela época, ele já era uma personalidade celebrada em todo o Ceará por seus extraordinários dons intelectuais. Senti, quase que imediatamente, que precisava me aproximar dele se quisesse trilhar, com sucesso, minha carreira jornalística. Assim o fiz, e tive o privilégio de me tornar seu amigo.
Realizamos alguns trabalhos juntos. Quando criei o jornal O Cariri, recebi dele total apoio em todas as suas edições, inclusive com sua valiosa colaboração por meio de artigos verdadeiramente sensacionais.
Homem humilde acima de tudo, certa vez cheguei a aconselhá-lo a ser menos prolixo em seus escritos e a buscar adaptar-se aos tempos modernos. Com a elegância que lhe era peculiar, agradeceu-me pelo conselho e passou a segui-lo.
Era, sobretudo, um homem educado, elegante e generoso. Não me canso de recordar as ligações espontâneas que dele recebia para elogiar meu trabalho jornalístico. Suas palavras de incentivo soavam como uma verdadeira sinfonia aos meus ouvidos.
Esse pássaro de Deus bateu asas no dia de ontem, domingo, e partiu para o além. Sua família, com destaque para Luiziane Alencar, está profundamente abalada com sua partida, mas consciente de que sua passagem por este mundo valeu a pena e foi extremamente benfazeja.
Eu também me sinto profundamente entristecido com sua morte.
Deus no comando.





